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Um grito será dado no próximo dia 7 de setembro. Um grito pelos direitos trabalhistas que estão sendo tirados. Um grito pela educação pública, gratuita e de qualidade que está sendo destruída. Um grito pela Amazônia incendiada pela ganância do agronegócio. Um grito pelos indígenas, pelos quilombolas, pelas mulheres, pelos desempregados, pelos jovens da periferia. Um grito por quem, negro, pobre e nu, tem seus próprios gritos abafados pela mordaça enquanto é açoitado num supermercado. Um grito que é, sim, por independência ou morte, como se costuma celebrar no Dia da Pátria, mas por uma independência real, para todos e todas, numa sociedade mais justa, humana e fraterna.

“Vida em primeiro lugar” é o tema desse 25° Grito dos Excluídos, que tem ainda como lema “Este sistema não vale: lutamos por justiça, direitos e liberdade”. A mobilização, que acontecerá em todo o Brasil, é promovida pelas pastorais sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, das centrais sindicais e dos movimentos sociais. É o grito dos e pelos aflitos, cuja intenção é fazer um contraponto reflexivo às comemorações da independência do país, relacionando-as com a vida concreta do povo brasileiro, que enfrenta múltiplas formas de exclusão.

A Contee e suas entidades filiadas somam suas vozes a esse brado. Que ele ecoe por todos os cantos, forte, por todos os que resistem.

Por Táscia Souza

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