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Reprodução/CTB

O crime da Vale em Brumadinho (MG) completou um ano neste sábado (25/1). Devido ao rompimento da barragem da empresa na Mina Córrego do Feijão, 272 pessoas morreram. “Foi um dia terrível e inesquecível que até hoje deixa sequelas”, afirma o coordenador-geral da Contee Gilson Reis, que também é vereador por Belo Horizonte (PCdoB).

Entre 2018 e 2019, Gilson – que também é biólogo – presidiu a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Mineração. Embora não tratasse do desastre de Brumadinho – mas, sim, da mineração predatória na Mina Corumi, na Serra do Curral, em Belo Horizonte –, a CPI deixou claro como as grandes empresas, em nome do lucrativo comércio da extração do minério, cometem arbitrariedades e esquemas escusos.

A comissão ouviu mais de 30 pessoas, entre ambientalistas, professores, moradores, órgãos municipais, estaduais, federais e não governamentais e representantes da Empabra. O relatório final, apresentado em 19 de fevereiro, denunciou os impactos da mineração.

Na visão de Gilson Reis, é hora de ampliar o debate sobre o papel estratégico do Estado nesse setor. “A reestatização da Vale precisa estar na pauta política do Brasil. O País precisa sair de uma condição colonial e retomar seu desenvolvimento. Enquanto a Vale esteve nas mãos do Estado brasileiro, não ocorreu nenhuma explosão de barragem de rejeitos.”

No sábado, Gilson participou do ato em memória às vítimas rompimento da barragem na Mina Córrego do Feijão. O protesto, no centro da cidade atingida, cobrou punições à Vale. “Não vamos esquecer. Não vamos deixar que a impunidade permaneça”, afirma Gilson.

Carlos Pompe

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