Adão Iturrusgarai: “Todo cartunista da minha geração foi influenciado por Quino”

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Miguel Riopa/AFP

Joaquín Salvador Lavado tinha 88 anos e vivia em sua cidade natal, Mendoza, na Argentina

Começam a surgir homenagens a um dos maiores cartunistas de todos os tempos, o argentino Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino, falecido nesta quarta (30) aos 88 anos de idade, em Mendoza. O gaúcho Adão Iturrusgarai disse ao Brasil de Fato que “todo cartunista da minha geração foi influenciado por Quino”, a quem descreve como “um gigante latino-americano”.

Radicado há anos na Argentina, Adão prossegue dizendo que “tenho amigos argentinos que dizem ter sido alfabetizados por ele”.

Outro grande nome do quadrinho nacional, Laerte, também prestou sua homenagem ao mestre argentino em sua conta no  Twitter:

O maior legado de Quino é a personagem Mafalda, cujas tirinhas começaram a ser publicadas em 1964, no contexto da ditadura argentina.

A primeira tradução das tiras de Mafalda no Brasil aconteceu na década de 1970. Apesar de as tirinhas se passarem no contexto argentino, elas tinham caráter universal.

O escritor e filósofo Umberto Eco, por exemplo, dizia que Mafalda era “uma heroína zangada, que não aceita o mundo como ele é”. Na última terça-feira (29), a personagem completou 56 anos.

Homenagem do Brasil de Fato à Mafalda, em seu aniversário de 52 anos (2016) / Brasil de Fato

Quino foi o cartunista de língua espanhola mais traduzido para outros idiomas. Através das redes sociais, outros cartunistas e personalidades homenageiam e se despedem do autor.

Brasil de Fato

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