Ato fortalece frente ampla pela educação, diz Gilson

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“A grande presença e participação de pessoas e entidades nesta atividade demonstra a importância de constituirmos uma ampla frente em defesa da educação em nosso país”, disse o coordenador-geral da Contee, Gilson Reis, durante o “Ato Educação Pública, Ciência, Tecnologia e Soberania do Brasil: Não tirem o dinheiro da educação básica e das universidades públicas”, realizado quarta-feira, 2, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O evento foi convocado pelo Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) e contou com a presença de entidades nacionais do ensino e do movimento popular, governadores, pesquisadores, estudantes, professoras e professores, trabalhadores em educação, PT, PCdoB, PSOL, PDT, PS, PSTU, Rede e personalidades, inclusive a viúva de Paulo Freire, professora Anita Freire, patrono da educação brasileira e um dos homenageados da manifestação.

Gilson destacou que, em seu último ano de governo, antes do golpe que a destituiu, a presidenta Dilma Rousseff “destinou R$ 145 bilhões do Orçamento para a Educação, em 2015; Bolsonaro está destinando apenas R$ 115 bilhões, para 2020. Para o custeio do ensino, foram R$ 92 bilhões em 2015, que cairão para R$ 52 bi em 2020; para educação infantil foram R$ 5 bi em 2015, e Bolsonaro destinará apenas R$ 70 milhões, em 2020. É esse o descalabro dos golpistas com a educação. Para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), em 2015 o investimento foi de R$ 60 milhões. Já em 2020 vai cair para apenas R$ 25 milhões. É contra isso que devemos lutar, defendendo a democracia, a soberania e a defesa do ensino público, gratuito, laico e formador de cidadãos e o incentivo à pesquisa, ciência, tecnologia e cultura”.

Ele criticou: “Estamos diante da maior ofensiva das elites contra o direito a educação no País. Nos últimos 90 anos sempre estivemos em ascensão nas políticas públicas para a educação, mas nesse momento a política é de destruição”. A coordenadora da Secretaria de Relações Educacionais, Adércia Bezerra Hostin dos Santos, também esteve presente no evento.

O Ato homenageou, além de Paulo Freire, o ex-presidente e preso político Luiz Inácio Lula da Silva e o falecido reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luís Carlos Cancellier, vítima do abuso de autoridade da Lava Jato. Praticamente todos os discursos terminavam com as frases “Viva Paulo Freire” e “Lula Livre”. Os governadores do Piauí, Wellington Dias, e do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra e o ex-ministro da Educação, Aloisio Mercadante, todos do PT, estiveram presentes.

Falando pelo FNPE, Heleno Araújo Filho apontou que “somente a mobilização popular pode barrar a política de desmonte o setor”. O presidente da UNE, Iago Montalvão, destacou que a recomposição dos recursos para educação é a principal reinvindicação da greve geral que deve mobilizar estudantes nas universidades em todo o País. “Vamos para as ruas e praças protestar e explicar à população o que está acontecendo com a educação brasileira”, afirmou.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) e a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidenta do PT, e a governadora Fátima Bezerra entregaram um arranjo de flores a Anita Freire, e logo após foi exibido um vídeo no qual o ex-presidente Lula entrevista – durante a campanha eleitoral de 1989 – Paulo Freire sobre os problemas educacionais do País.

Na mesma cerimônia, a ex-ministra de Relações Institucionais e de Direitos Humanos do Governo Dilma e ex-senadora catarinense, Ideli Salvatti, leu uma carta em homenagem ao ex-reitor Luís Carlos Cancellier, com fortes críticas à perseguição judicial que levou o educador a tirar a própria vida em outubro de 2017.

Durante o evento, Gilson gravou vídeo ressaltando a luta pela educação:

Carlos Pompe

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