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Foto: Leandro Freire/TREEMIDIA

Terminou neste sábado, 27, o 3° Congresso Extraordinário da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee, nomeado Conatee Messias Simão Telecesqui. Os delegados de todas as regiões do país aprovaram um Plano de Lutas, moções e uma avaliação do momento político vivido pelo país, que serão publicados no Caderno de Resoluções e no Portal da entidade. “São documentos que avançam na organização e potencializam a luta da categoria”, avaliou Gilson Reis, coordenador geral da entidade.

Na própria semana em que o Conatee Messias Simão Telecesqui realizou seus trabalhos, o país viveu momentos graves para a sua existência soberana, democrática e para os direitos políticos e sociais dos brasileiros: a Polícia Federal acusou e prendeu quatro jovens por, possivelmente, hackearem o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, numa operação que o beneficia contra as reportagens do Intercept que mostram sua parcialidade e desrespeito às leis, e dos seus parceiros da Lava Jato, a pretexto de combate à corrupção. No Amazonas, reunião de professores que, democraticamente, preparavam protestos contra visita do presidente Bolsonaro ao estado foi invadida por policiais rodoviários federais armados. As universidades passaram a ter que submeter ao ministério da Casa Civil os nomes de seus pró-reitores, ferindo sua autonomia. Na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, uma funcionária da polícia de espionagem Abin foi nomeada assessora da reitora. Essa mesma universidade abrigou o encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), onde foi abusivamente filmada, por militares, uma palestra sobre ações do Governo Bolsonaro. Num injustificado recurso contra a suspensão das investigações baseadas em relatórios do Coaf, a procuradora-geral Raquel Dodge solicitou que a decisão fique restrita ao caso de Flávio Bolsonaro, arbitrariamente favorecendo o filho do presidente da República. Na sexta-feira, 26, Sérgio Moro baixou portaria do Ministério da Justiça que “dispõe sobre o impedimento de ingresso, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”. A portaria tem o claro objetivo de cercear as denúncias da Intercept e do jornalista norte-americano, Glenn Greenwald, que desmascaram crimes da Operação Lava Jato.

Foto: Leandro Freire/TREEMIDIA

Esses acontecimentos foram antecedidos, dentre outros fatos, pela manifestação preconceituosa do presidente Bolsonaro contra a população nordestina, seu ataque aos cientistas brasileiros que denunciam o desmatamento criminoso em nossas florestas, sua ameaça de um filtro moral no financiamento cinematográfico e sua negação de que a jornalista Miriam Leitão tenha sido torturada durante a ditadura militar.

Foto: Leandro Freire/TREEMIDIA

Encerrando o encontro, Gilson lembrou que “a educação tem grande capacidade de mobilização, organização e de luta. Já estamos em processo para o Congresso de 2020, quando teremos a grande tarefa de atuar nas eleições para deputados estaduais, vereadores e prefeitos, para garantir a representação da educação nos executivos e legislativos em disputa. Muita luta, muita mobilização teremos pela frente. A Contee é fundamental para a construção de uma sociedade democrática e livre. Lula Livre e à luta, companheiros!”.

Fotos do primeiro dia de Congresso
Fotos do segundo dia de Congresso
Fotos do terceiro dia de Congresso

Táscia Souza e Carlos Pompe

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