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Na sua primeira assembleia virtual, assim realizada devido à pandemia do novo coronavírus, a Contee aprovou o adiamento do Congresso da entidade, previsto para 2020, para até julho de 2021, e prorrogou o mandato da atual diretoria até a sua realização. A assembleia, realizada na manhã deste sábado, 12, foi convocada por solicitação das entidades filiadas. Das 74 entidades que credenciaram representantes e suplentes, duas justificaram que seus representantes não conseguiram participar da assembleia virtual e os outros 72 aprovaram, por unanimidade, o adiamento do congresso e prorrogação do mandato.

A reunião foi aberta pela coordenadora-geral, em exercício, Madalena Guasco Peixoto, que deu início aos trabalhos se solidarizando “com as famílias dos mais de 130 mil de brasileiros que morreram vitimados pela Covid-19, pandemia agravada pelo fato de o país ser governado por um genocida insensível, que nega a própria existência da pandemia e os conhecimentos científicos para enfrentá-la, o presidente Bolsonaro”. A Contee completa 30 anos em 2020 e “provou sua importância, com protagonismo nacional e internacional, na defesa dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino”, afirmou Madalena.

Ela falou da excepcionalidade do atual momento de isolamento social e que a Contee sempre teve “fóruns amplos e democráticos. Temos participado e organizado, junto com filiadas, a luta pelos direitos da categoria e contra o projeto ultraliberal e antidemocrático que está sendo imposto ao país. A luta pela derrota do atual governo tem centralidade. Nossas ações acumulam força e temos usado todas as formas possíveis de luta. Cabe destacar a vitória da declaração de inconstitucionalidade da Lei da Mordaça de Alagoas, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela Confederação. Neste momento, realizamos a luta em defesa da vida. Não existe frente de luta em que não estejamos presente para derrotar esse projeto antinacional, fascista e antidemocrático. A diretoria executiva avaliará a convocação de uma plena ampliada para uma reflexão da conjuntura e discutirmos temas importante da nossa luta”.

O coordenador-geral, Gilson Reis, licenciado do cargo para disputar a reeleição como vereador (PCdoB) da capital mineira, Belo Horizonte, assistiu aos trabalhos. Vários sindicalistas, das várias regiões do país, fizeram pronunciamentos, relatando as lutas desenvolvidas pela categoria nas suas bases e manifestando apoio ao adiamento da congresso e prorrogação dos mandatos atuais. Todos denunciaram as ofensivas patronais pelo retorno das aulas presenciais sem as devidas garantias sanitárias e expressaram o compromisso com a defesa da vida e a garantia da volta às escolas somente com segurança para a saúde de alunos, profissionais de ensino e dos familiares da comunidade escolar.

A secretária-geral em exercício da Contee, Cristina Castro, que coordenou a assembleia, cumprimentou e valorizou a participação dos sindicalistas presentes e agradeceu o apoio da equipe de trabalhadores da entidade na realização do evento.

O Congresso da Contee seria realizado de 13 a 15 de novembro, quando ocorreria a eleição da nova diretoria da entidade. As datas foram definidas no dia 19 de fevereiro, antes da pandemia, por isso o pedido das entidades para adiar o evento. O congresso é composto por representantes de todas as filiadas, sendo a instância máxima de deliberação da Confederação, competindo-lhe discutir e aprovar o seu plano de lutas e de ação, para o período de quatro anos e eleger os componentes, efetivos e suplentes, da diretoria e do conselho fiscal.

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Carlos Pompe

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