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Os coordenadores da Secretaria de Relações do Trabalho da Contee, Nara Teixeira de Souza, e da secretaria de Comunicação, Alan Francisco de Carvalho, participaram neste dia 8, quarta-feira, de reunião na Liderança da Minoria da Câmara dos Deputados com dirigentes sindicais de várias categorias para discutir ação unitária para derrotar a proposta de reforma da Previdência. “Achamos possível derrotá-la, se atuarmos em conjunto”, afirmou Nara. “A greve da educação no próximo dia 15 está ganhando apoios, assim como a greve geral a ser realizada em 14 de junho, e a unidade e a luta são o caminhoa para a vitória”, analisou Alan.

No momento em que os sindicalistas se reuniam, ocorriam os trabalhos da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, onde seu presidente, deputado Sergio Souza (MDB-PR) destacou que é fundamental em uma reforma da Previdência tratar de maneira diferente os diferentes, referindo-se à necessidade de o texto trazer regras diferenciadas para professores e trabalhadores rurais. “Não entendo por que professores têm que ser tratados de forma igual. Não pela expectativa de vida, mas pela incapacidade de transmitir com o mesmo vigor o conteúdo necessário aos 60 anos”, observou.

O deputado Enio Verri (PT-PR), que propôs o debate juntamente com Souza, cuja esposa é professoram afirmou que “uma professora municipal que trabalha 40 horas, com 60 anos, está pirada”.

Segundo a proposta governamental, trabalhadores da iniciativa privada terão como regra geral para aposentadoria requisitos de idade mínima e de tempo de contribuição, de pelo menos 20 anos. Para os professores da educação básica, serão 60 anos de idade para ambos os sexos, e o tempo de contribuição sobe para pelo menos 30 anos.

Também o ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve na Câmara, participando de audiência pública na comissão especial que analisa a proposta do Executivo para mudanças nos regimes público e privado. Nesse encontro, a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), criticou a estratégia do governo Bolsonaro de tentar vincular a eventual aprovação da reforma com a retomada da economia. “É uma mentira atrás da outra”, afirmou. “Por que não dizem que a reforma é para privatizar a Previdência Social?”, questionou.

A comissão especial analisará o mérito da Proposta de Emenda à Constituição 6/2019, podendo modificá-la, e 13 legendas manifestaram intenção de alterar o texto. A aprovação no colegiado exigirá pelo menos 25 votos favoráveis.

Se aprovada na comissão especial, que pretende realizar mais nove audiências públicas até o final do mês, a reforma da Previdência será analisada pelo Plenário da Câmara. A aprovação exigirá pelo menos 308 votos, em dois turnos de votação. Caso isso aconteça, o texto seguirá para o Senado.

Carlos Pompe

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