Sintep Serra busca doações para custear tratamento de dirigente atropelado durante a greve geral

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Foto: Marcelo Casagrande/Agencia RBS

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Privado da Serra Gaúcha (Sintep Serra) abriu uma conta para receber doações para ajudar nas despesas do tratamento do diretor do sindicato Luiz Fernando Subtil Sant’Anna, de 66 anos, atropelado durante a greve geral do dia 28 de abril. O dirigente sindical teve alta do hospital na última semana e está em casa, mas ainda recebendo todos os cuidados especiais necessários.

De acordo com o coordenador da Secretaria de Previdência, Aposentados e Pensionistas da Contee, Ademar Sgarbossa, que é diretor de Administração e Assuntos Instersindicais do Sintep Serra, “o sindicato está dando toda a assistência necessária até que a autora do atropelamento seja responsabilizada criminal e civilmente pelos danos e o sofrimento causado”. As doações, que podem ser em qualquer quantia, devem ser feitas pelos seguintes dados:

Caixa Econômica Federal
Agência 0465
Operação 013
Conta Poupança 98242-1.

A titular é a esposa de Santanna, Neí dos Santos Sant’Anna.

Entenda o caso

Atingido por um veículo quando participava de uma manifestação no dia 28 de abril em Caxias do Sul, data que marcou a greve geral no país, o jardineiro Luiz Fernando Subtil Sant’Anna, teve alta na última sexta-feira (12) e retornou para casa após 14 dias de internação. De acordo com o atestado médico emitido pela Unimed, ele “encontra-se sem condições neurológicas para as atividades/responsabilidades e obrigações da vida civil”.

Sant’Anna teve um edema cerebral e não consegue caminhar, se alimentar e fazer as necessidades fisiológicas sozinho. Não há previsão para retorno ao trabalho, nem se ele conseguirá se recuperar plenamente da lesão. O jardineiro foi atropelado por uma caminhonete SUV, conduzida por Liselane Frozi Fleck, 55 anos, no acesso à Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde trabalha há 25 anos.

No momento do atropelamento, Sant’Anna caiu, bateu a cabeça e chegou a ficar desacordado por alguns minutos. Ele foi levado ao Postão 24 horas e liberado em seguida. Horas depois, sentiu fortes dores e teve de ser internado. A Brigada Militar (BM) atendeu a ocorrência no local e ouviu Liselane, Sant’Anna e outras testemunhas. Foi feito um termo circunstanciado e remetido à Justiça.

A Polícia Civil resolveu não abrir um inquérito para investigar se Liselane assumiu dolo ou se o atropelamento foi acidental porque, de acordo com a delegada Suely Rech, os relatos colhidos pela BM foram suficientes para apurar que não houve intenção. Ela diz que se trata de um caso de lesão corporal, de menor potencial ofensivo, e que caberá à Justiça agora pedir uma investigação se achar que há suspeita de dolo: “Não temos nenhuma informação de que ela tinha a intenção de atropelar. Se o Judiciário entender que aconteceu isso, pode solicitar diligências à delegacia”.

O site Pioneiro entrou em contato com Liselane, que diz não ter atropelado ninguém. Ela afirmou que, se fosse se manifestar, seria por meio de um advogado. No boletim de ocorrência, o relato policial coloca que a mulher “conduzia o veículo e ao tentar transpor o bloqueio de via pública por manifestantes do protesto acabou atropelando Luiz Fernando Subtil Sant’Anna”.

O jardineiro agora conta com o apoio do sindicato para a contratação de um advogado e do tratamento médico. Um dos filhos dele, Dion Leno Sant’Anna, 36 anos, relata que gastou R$ 600 em medicamentos e terá de pagar fisioterapeuta, nebulização e remédios controlados: “Temos de dar comida na boca dele. Ele não consegue fazer nada sozinho e não está lúcido. Os médicos pediram um tempo para ver o que acontece. A pancada foi muito forte, tem sangue dentro da cabeça ainda.”

Com informações do Sintep Serra e do site Pioneiro

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