Carnaval: dias de festa, mas também de luta

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A diversão e a alegria que tomam conta do carnaval não substituem a luta dos trabalhadores e trabalhadoras em estabelecimentos de ensino. Pelo contrário, se somam a ela, mostrando que a irreverência também pode ser um importante instrumento de mobilização.

E a festa-manifestação já começou em alguns lugares, levando os trabalhadores para a rua. Como em Minas Gerais, por exemplo. Em Belo Horizonte, no último dia 3, o Bloco Intervalo, do Sinpro Minas, integrado por professores/as e pela comunidade do entorno dos bairros Floresta, Sagrada Família e Santa Efigênia, estreou no pré-carnaval da capital mineira, entoou marchinhas tradicionais mescladas com gritos de luta e estandartes de valorização da profissão docente e respeito aos seus direitos.

Já em Juiz de Fora, também no dia 3, o Bloco do Mestre do Sinpro JF, completou 19 anos com o enredo “Samba-luta-suor-democracia”, que deu o recado: “Sem democracia, meu samba não sabe viver!”.

Nestes próximos dias, certamente mais professores/as e técnicos/as administrativos/as aproveitarão a folia para se manifestar contra os maiores desafios dos últimos meses, como a destruição dos direitos trabalhistas e a ameaça aos direitos previdenciários. Serão dias importantes também para tomar fôlego para a luta que está por vir, no pós-carnaval, a começar pela greve geral e pelas diversas mobilizações do dia 19 de fevereiro.

Por Táscia Souza

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