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Gibran Mendes

Esta semana é de luta para os trabalhadores e trabalhadoras, em especial professores e técnicos administrativos. Além da resistência à votação da reforma da Previdência no Senado, marcada para esta terça-feira (1°), os dias 2 e 3 de outubro serão de mobilização nacional da educação, convocada pelos movimentos estudantil e sindical.

Atos acontecerão em todo o país e são uma resposta aos ataques perversos contra a educação, que tem sido um dos principais alvos do governo Bolsonaro, incluindo o corte anunciado no início de setembro no orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão essencial para expansão e manutenção da pós-graduação stricto sensu no Brasil.

Na próxima quarta-feira (2), das 16h30 às 20h, o Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE) realizará em Brasília, na Câmara dos Deputados,o ato “Educação pública, ciência e tecnologia e soberania do Brasil: não tirem o dinheiro da educação básica e das universidades públicas”, que contará com a participação do coordenador-geral da Contee, Gilson Reis. “ No dia 2 estaremos na Câmara dos Deputados, onde será lançada a Frente Nacional em Defesa da Escola Pública e Democrática. É preciso cada vez mais que a Contee e as nossas organizações estejam de mãos dadas para que a gente tenha condições de enfrentar esse desmanche e colocar a a educação no centro desse debate político nacional”, destacou Gilson.

“Nós, da Contee, através do Fórum Nacional Popular de Educação, precisamos continuar vivos nesta luta, acesos na articulação política, na construção do FNPE, nas suas mobilizações, nas convocatórias que estão sendo realizadas, porque este enfrentamento será permanente daqui para frente, pelo menos no que diz respeito a esse governo atual. Por isso, mesmo que os sindicatos tenham dificuldades de organizar as paralisações, que realizem manifestações, que realizem reuniões, que realizem atividades que possam denunciar o caráter regressivo, autoritário e completamente fora de qualquer propósito apresentado pelo governo Bolsonaro e esse ministro da Educação. Os dias 2 e 3 são parte da luta nacional.”

O coordenador-geral da Contee frisou ainda que “a educação tem muitas possibilidades nesta luta política e nós somos chamados a assumir nossas responsabilidades”. Gilson enviou também um grande abraço à categoria, desejando “grandes manifestações, grande luta, apoio ao movimento em todo o Brasil. E que a gente possa continuar acumulando força para uma ruptura maior num futuro próximo.”

Na quinta-feira (3), dia do aniversário de 66 anos da criação da Petrobras, serão realizadas ainda grandes manifestações em Curitiba e no Rio de Janeiro contra a privatização total da empresa e em defesa da soberania nacional.

Ouça a mensagem do coordenador-geral da Contee, Gilson Reis:

Por Táscia Souza

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