CTB repudia a atitude do Governo de Minas em anunciar o retorno às aulas presenciais

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Imagem: Marcos Santos/Fotos Públicas

Preocupada com a segurança de professores, funcionários e estudantes das escolas da Rede Pública Estadual, Municipal e do Setor Privado de Ensino em Minas Gerais a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, CTB Minas, vem a público declarar seu repúdio ao pronunciamento da secretária Estadual de Educação, Júlia Sant’anna e do próprio Governador Romeu Zema (Partido Novo), que anunciaram o retorno gradativo das aulas presenciais para o setor privado e redes públicas em todo o estado à partir do dia 5 de outubro.

De acordo com a presidenta da CTB Minas, Valéria Morato, “a posição unilateral do Governo do Estado é, além de contraditória, desrespeitosa. O anúncio feito pelo governador de Minas contradiz a opinião de nove em cada dez mineiros que, segundo dados do Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais (FEPEMG), não concordam com o retorno às aulas presenciais neste momento.”

A categoria, que já conhece a realidade da maioria das escolas públicas estaduais e as condições de trabalho, está receosa do que vai encontrar no retorno aos locais de trabalho, ou melhor, o que não vai encontrar em termos de segurança.

“Outro fato a ser considerado são as estruturas físicas das escolas públicas que infelizmente deixam muito a desejar diante das condições necessárias e orientadas pelos órgãos competentes de saúde ao retorno seguro para estudantes e profissionais”, diz a professora do setor privado e Especialista de Educação Básica da rede pública estadual, Mônica Cardoso.

Segundo a dirigente da CTB, Sinpro e Sindute, Celina Areas, “o governo se posicionou equivocadamente, ao anunciar um retorno precoce às aulas presenciais em meio a pandemia.”

A CTB cobra do Governo de Minas respeito aos professores/as, funcionários/as e estudantes, ainda solicita em caráter de urgência que Romeu Zema ouça a categoria e toda comunidade escolar, priorize o diálogo e se reposicione.

“Não ficaremos parados diante dessa ameaça à vida”.

CTB

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