Dia Nacional de Paralisação: Contee e entidades filiadas presentes!

Ao longo de toda a sexta-feira (11), diretores da Contee e das entidades filiadas enviaram fotos e relatos sobre o Dia Nacional de Paralisação por Nenhum Direito a Menos. “GRANDES MOBILIZAÇÕES EM TODO O PAÍS. A luta dos Trabalhadores em todo o BRASIL, contra os retrocessos do governo golpista. FORA TEMER”, postou o coordenador-geral da Confederação, Gilson Reis, em sua página no Facebook, juntamente com fotos da manifestação na capital mineira, onde ele também é vereador.

Logo pela manhã, a coordenadora da Secretaria de Relações Internacionais da Confederação, Maria Clotilde Lemos Petta, informou que trabalhadores e estudantes bloquearam diversos pontos do trânsito em Campinas em protesto, entre outros pontos, contra a Proposta de Emenda à Constituição 55 (ex-PEC 241 ou PEC do Fim do Mundo) e a Medida Provisória 746, que impõe a reforma do ensino médio.

A diretora da Contee também compartilhou uma denúncia de perseguição a estudantes da PUC Campinas. Isso porque ontem (10) seis alunos dos cursos de Artes e História da universidade receberam uma intimação de um oficial de justiça, que se apresentou juntamente à um advogado da universidade e um representante da segurança do campus, com dizeres contrários à ocupação da universidade, com pena de R$ 1.000 para cada suposto aluno ocupante por cada dia de ocupação. Na mesma também havia a autorização do juiz para o uso da força policial em caso de “perturbação da ordem da universidade”.

De Goiás, a Contee recebeu imagens das manifestações em Anápolis e em Goiânia, onde se concentraram os atos desta sexta. O anel viário da capital goiana foi fechado pelos manifestantes, que também ocuparam a Avenida Anhanguera e a Praça Bandeirantes.  O presidente do Sinpro Goiás, Railton Nascimento Souza discursou no carro de som, assim como a presidenta da CTB-GO, professora Ailma Oliveira.

Direto do Rio Grande do Sul, o coordenador da Secretaria de Saúde dos Trabalhadores em Educação, Eder Ocimar Schuinsekel enviou fotos do protesto em Ijuí, ao passo que em Caxias do Sul houve uma plenária regional como aquecimento para a passeata. A manhã em Caxias foi marcada por muitas paralisações, inclusive do setor de transportes. Enquanto isso, na outra ponta do país, o coordenador da Secretaria de Finanças da Contee, José Ribamar Virgolino Barroso classificou como muito boa a paralisação em Belém, no Pará.

Do Rio de Janeiro, Sinpro Rio e Feteerj também enviaram imagens e informações. Segundo a assessoria do sindicato, foi realizado um ato público na Cinelândia, com apresentação das esquetes teatrais “Lei da Mordaça”, sobre o projeto Escola Sem Partido, e “Deus é brasileiro”,  sobre a entrega do petróleo ao capital estrangeiro, além de falas de representantes de entidades sindicais e da sociedade civil.

Em Belo Horizonte, a mobilização começou às 11h na praça Sete e seguiu até a praça da Assembleia Legislativa. Ao lado de estudantes, professores e outros trabalhadores. Assim como Gilson Reis, o coordenador da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Contee, João Batista da Silveira, e a presidenta do Saaemg, Rogerlan Augusta de Morais, também participaram das atividades. Rogerlan afirmou a PEC 55 “será desastrosa a médio e longo prazo para a população e todos os trabalhadores”. “A educação pública, gratuita e de qualidade será afetada, bem como as políticas voltadas para a saúde.”

Em Juiz de Fora, também em Minas Gerais, Aparecida de Oliveira Pinto e Cristina Castro, diretoras da Plena, participaram do ato convocado pelo Sinpro-JF no Parque Halfeld, em frente à Câmara Municipal, no coração da cidade. Cristina aproveitou sua fala em nome da Contee para ler o texto “Os acendedores de manhãs”, de Joan Edesson de Oliveira, professor no Ceará.

“Quem são esses meninos, que ocupam o Brasil, que transbordam em sua juventude e em sua rebeldia, que não podem mais ser escondidos, por mais que tentem? São herdeiros de outros meninos, em lugares e em tempos tantos da nossa história. São herdeiros daquele menino baiano Antônio de Castro Alves, abolicionista e republicano, voz tão poderosa a pregar aos séculos que ‘toda noite tem auroras’ e a dizer aos moços como ele que ‘não tarda a aurora da redenção’. Descendem eles do menino alagoano Zumbi, que imberbe ainda comandou homens e sonhou a liberdade”, diz o texto. “Parece que saíram de algum poema, esses meninos, essas meninas. Parecem que saíram de algum poema, para em tempos de tanta escuridão, de noite tão comprida, correrem pelas esquinas do Brasil, chamando pela aurora, acendendo as manhãs.”

ANÁPOLIS

BELO HORIZONTE

CAXIAS DO SUL

GOIÂNIA

IJUÍ

JUIZ DE FORA

RIO DE JANEIRO

Da redação, com informações dos diretores e das entidades filiadas

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