Diretores da Contee discutem a descolonização da educação latino-americana

A descolonização da educação é o tema do Encontro de Organizações da Educação da América Latina, do qual estão participando, até esta sexta-feira (5), a coordenadora da Secretaria de Políticas Internacionais da Contee, Maria Clotilde Lemos Petta, e o coordenador da Secretaria de Políticas Sociais, Alan Francisco de Carvalho, em Caracas, na Venezuela.

O encontro está sendo realizado pela Fise, Sinafum-Sindicato Nacional, CTB, Flatc e Fenapes. A delegação brasileira inclui, além dos dois diretores da Contee, a diretora da CTB e da APLB Marilene Betros e o presidente recém-eleito do Sinpro Campinas e Região, Carlos Virgílio Borges (Chileno).

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Na última quarta-feira (3), Maria Clotilde fez a apresentação sobre a descolonização da educação no contexto latino-americano. Segundo ela, “é necessário aprofundar a compreensão das diferentes formas com que a luta pela descolonização se expressa nos diferentes contextos sociais”. Para isso, ela identificou alguns dos principais desafios da educação contemporânea, em função da revolução científico-tecnológica, da restauração produtiva, da globalização neoliberal.

A diretora da Contee também destacou que “as organizações sindicais precisam atuar de forma articulada em torno de agendas unitárias na defesa da descolonização da educação, contribuindo para a consolidação de projetos nacionais soberanos e democráticos”. “Coloca-se a exigência de articular a luta econômica dos trabalhadores por seus interesses imediatos, como salário, com a luta política pela participação na discussão e gestão do Estado, em especial nas políticas educacionais”, considerou.

“Nesta perspectiva, é preciso fortalecer organizações latino-americanas que unifiquem as lutas do conjunto dos movimentos educacionais, em torno de uma plataforma comum antineoliberal e anti-imperialista e em defesa da descolonização da educação. Cabe às organizações sindicais dos trabalhadores em educação assumir papel protagonista neste processo que é um grande desafio para o movimento sindical do nosso continente.”

Da redação

 

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