Encontro anti-imperialista em Caracas contorna boicote dos EUA e exige respeito à soberania das nações

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O respeito ao direito das nações à autodeterminação, princípio consagrado na Carta das Nações Unidas, deu o tom do Encontro Mundial contra o Imperialismo aberto quarta-feira (22) na capital da Venezuela (Caracas) com o lema “Pela Vida, Soberania e Paz”. Apesar do bloqueio econômico, ameaças e chantagens dos Estados Unidos, o evento reuniu representantes de mais de  50 países e está sendo considerado um sucesso.

Sobre o encontro, que será encerrado na sexta (24), Mervin Maldonado, do Movimento Somos Venezuela, afirmou que o país caribenho “voltou a ser o epicentro da luta pela paz e a soberania dos povos”. A reunião é um “espaço de discussão, debate e construção coletiva para reforçar os planos de luta dos povos”.

Foram instaladas cerca de 20 mesas de trabalho centradas na análise e no debate de temas como as agressões militares, a proteção do meio ambiente, a cultura, as políticas neoliberais e o socialismo, bem como a agenda anti-imperialista.

O encontro integra-se na agenda do XXV Fórum de São Paulo, que também ocorreu em Caracas em julho do ano passado sob o lema “Pela Paz, a Soberania e a Prosperidade dos Povos”.

Na ocasião, representantes de mais de uma centena de movimentos e partidos políticos de esquerda abordaram os efeitos do neoliberalismo e do imperialismo, tendo decidido dar continuidade ao encontro através de outros espaços, como o que agora se concretiza.

PSUV denuncia sabotagem ao encontro

Tania Díaz, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), denunciou na terça-feira (21) que os Estados Unidos e a direita venezuelana tentaram impedir os delegados ao Encontro Mundial Anti-imperialista de viaja para a capital venezuelana.

A dirigente partidária sublinhou que a direita (venezuelana) levou a cabo “diversas ações de sabotagem contra os delegados internacionais”, sendo que alguns se viram “impedidos de entrar nos aviões.

“Não os deixam entrar nos aviões porque o bloqueio afeta os mecanismos de pagamento e sabota os itinerários dos convidados internacionais”, denunciou à Prensa Latina e à VTV.

Durante o Congresso Bolivariano dos Povos, realizado recentemente em Caracas, Díaz afirmou que se trata de uma tentativa desesperada para evitar a realização do encontro que, afinal, acabou frustrada.

Lacaios do império

“Apesar da conduta vergonhosa dos lacaios do império, que vão à Colômbia ajoelhar-se perante os seus amos, o congresso será uma realidade, graças à organização popular da Revolução Bolivariana”, afirmou.

“Que se venda a direita, nós defendemos a pátria”, declarou, tendo anunciado que os movimentos sociais espalhados pelo mundo ajudaram os convidados a chegar a Caracas.

Entre os objetivos do encontro, debatidos pelas lideranças presentes, destaca-se a articulação conjunta para construir um sistema de mídia alternativo aos monopólios midiáticos burgueses subordinados à ideologia neoliberal exalada de Washington.

Com informações da Prensa Latina e abrilabril.pt/

CTB

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