Fitraene: Carta dos (as) educadores (as) do Nordeste

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#EleNão

Comemoramos dia 8 de outubro o dia dos(as) nordestinos(as), data instituída como uma homenagem ao poeta popular, Patativa do Assaré.

Mas, é justo também, valorizar essa data, pelo fato de representar o dia posterior as eleições 2018, quando vimos a coragem do povo nordestino em dizer não ao fascismo nas urnas, derrotando o candidato Jair Bolsonaro em todos os estados da região.

Um dia que já soma-se aos tantos episódios que contextualizam o ambiente eleitoral no país, que, frente a um cenário político turbulento, percebe a ascensão de ideias fascistas nos diferentes espaços e setores da sociedade.

Como sabemos, após o golpe instituído à democracia brasileira, os rumos da nação se colocam mais uma vez em disputa. De um lado, setores progressistas e democráticos, que reafirmam a necessidade de um projeto nacional de desenvolvimento que garanta o enfrentamento à crise do capitalismo internacional, pautado na valorização do trabalho e garantias dos direitos sociais.

Por outro prisma, a agenda dos setores rentistas e ultraliberais, que alicerçou a tomada do Estado, através de um golpe, ganha força e institui ao povo brasileiro um dos piores momentos da nossa história, desde a redemocratização. Um período marcado pela reforma trabalhista, que contribuiu para a maximização do desemprego e miséria; pelo corte profundo dos investimentos sociais, via a Emenda Constitucional N°95 e pela perseguição e prisão política da maior liderança popular da América, o presidente Lula.

E frente a tal cenário, o presidente golpista, Michel Temer (PMDB), ainda tenta aprovar a reforma da previdência, que dificulta o acesso à aposentadoria para milhões de brasileiros(as).

Diante disso, a candidatura de Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) surge como uma esperança para o enfrentamento ao golpe, restabelecimento da democracia e retorno ao desenvolvimento.

Mas a disputa não está sendo fácil, haja vista esse cenário tão adverso ao povo brasileiro.

Desta feita, a Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos Privados de Ensino do Nordeste (FITRAENE), vem através dessa carta, externar, junto ao povo nordestino, o nosso repúdio a candidatura fascista de Jair Bolsonaro.

E assim, conclamamos os trabalhadores e trabalhadoras do nordeste a ecoarem com mais força, #EleNão e a construirmos a 5° vitória do povo! Vamos dizer não ao fascismo! E sigamos juntos(as), com Manuela D’Ávila, e Fernando Haddad.

Nossos gritos serão mais forte! E será com a força dos(as) nordestinos(as), que o Brasil se fará feliz de novo!

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