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Foto: Vanessa Ataliba/Folhapress

O Brasil volta às urnas, dia 28, para o segundo turno das eleições presidenciais e, em 14 unidades da federação, para a eleição do governador ou governadora. No pleito principal, dois candidatos – Fernando Haddad e Jair Bolsonaro – e dois projetos para o país: um, democrático e de compromisso social e nacional; outro, autoritário e de compromisso com os grandes grupos econômicos e financeiros do país e estrangeiros. A luta de Haddad tem sido, ao longo de sua história, pelo aprofundamento da democracia e pelos direitos sociais. Bolsonaro, ao contrário, advoga a liquidação das conquistas dos trabalhadores e dos oprimidos, a discriminação de pobres, negros, nordestinos, a submissão das mulheres, o extermínio dos homossexuais, o preconceito, a repressão armada aos movimentos sociais – o fascismo (não há outra palavra)!

A candidatura de Fernando Haddad pode sair vitoriosa, se for garantida por uma ampla frente democrática e popular. O candidato é democrata, propõe a pacificação do país, a retomada da soberania e do desenvolvimento com inclusão social, gerando empregos e retomando os investimentos em saúde, educação, segurança e atendimento às necessidades da população. Compromete-se, também, com a retomada dos direitos trabalhistas, arrasados pelo atual governo ilegítimo e seus apoiadores.

O outro candidato, não! Trata-se de um extremista, que já anunciou, inclusive, a criação de uma nova “carteira de trabalho”, em que o assalariado ficaria sem 13º salário e adicional de férias, sem direitos. Anunciou que irá cobrar mensalidades na universidade pública. Pretende manter o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos. Mais: incentiva o ódio entre os brasileiros, a intolerância, a violência. Defende abertamente a militarização do ensino e a censura nas atividades escolares. Bolsonaro foi um dos responsáveis pelo golpe que colocou Temer na Presidência e, como deputado, sempre votou contra os trabalhadores. Ele não!

Nós, trabalhadores em estabelecimentos de ensino, defendemos a liberdade, a democracia, o ensino público de qualidade, a paz nas escolas e na sociedade. A Contee conclama a todas as entidades filiadas, seus associados e representados a participarem desta luta antifascista, incorporando-se às atividades em favor de um Brasil socialmente justo e democrático. No dia 28, ele não, Haddad, 13, sim.

Gilson Reis, coordenador geral da Contee

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