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Divulgação Instituto Vladmir Herzog

Hoje, 25 de outubro, completam-se 43 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog pela ditadura civil-militar do Brasil. Após se apresentar voluntariamente para “prestar esclarecimentos, Vlado foi barbaramente torturado dentro das instalações do Destacamento de Operações de Informação — Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, principal órgão da repressão.

Naquele dia 25 de outubro de 1975, o Serviço Nacional de Informações recebeu uma mensagem, em Brasília, de que Herzog havia se suicidado — suicídio, fuga e atropelamento eram as mentiras comuns do governo militar ao divulgar a morte de suas vítimas, mortas sob tortura. No entanto, seu sepultamento no centro do Cemitério Israelita do Butantã — embora a tradição judaica determine que suicidas sejam enterrados  em local à parte — simbolizou um desmentido público da versão do Exército e uma denúncia sobre o que acontecia nos porões da ditadura.

Em homenagem a Herzog, o dia 25 de outubro foi estabelecido com Dia da Democracia no Brasil.  Lembrar de Vlado nesta data, às vésperas das eleições nas quais o que está em jogo é o próprio Estado democrático conquistado à custa de tanta sangue e tantas mortes, é manter viva a luta pela liberdade de expressão e contra a violência e a tortura no país.

#HerzogVive #DitaduraNuncaMais #Elenão

Brasília, 25 de outubro de 2018.

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee

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