Informalidade dispara no Brasil

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Iñapari (Peru) Haitinanos vivem em condiçoes precarias, falta agua, energia eletrica, pessimas condiçoes de higiene, dormem em alojamentos amontoados,eles nao estao em condiçoes legais, ajuda vem de alguns moradores de Assis Brasil, que atravessam a fronteira, levam agua, e alguns matimentos .

O governo se mostra incapaz de colocar em prática um projeto que garanta a retomada do crescimento econômico brasileiro. O que se apresenta é uma agenda ultraliberal, com arrocho para o cidadão e benesses para o mercado e as elites.

Sem perspectivas de melhora, o sonho de conseguir trabalho formal fica cada dia mais distante para milhões de pessoas que recorrem à informalidade para, ao menos, sobreviver. No ano passado, o número de trabalhadores informais chegou a marca dos 38,294 milhões, o maior volume em sete anos.

Se a informalidade dispara, o mesmo não se pode dizer da geração de empregos com carteira assinada, estagnada há muito tempo, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O país tinha, no fim do ano passado, 54 milhões de trabalhadores formais. Menor do que os 55,366 milhões registrados em 2016, antes do golpe jurídico-midiático-parlamentar.

Na avaliação do IBGE, a informalidade ainda tende a piorar diante da agenda ultraliberal, que afrouxa a legislação para as empresas e deixa o trabalhador sem direito, completamente descoberto. Um cenário muito diferente de alguns anos. Para se ter ideia, entre 2003 e 2014, mais de 4,4 milhões de pessoas ingressaram no mercado de trabalho formal.

Mercado de trabalho é mais cruel com o negro

O Brasil está longe de acabar com a discriminação racial. Todas as pesquisas mostram. O trabalhador negro enfrenta mais dificuldade de encontrar um emprego do que o branco e, quando consegue, encontra barreiras no quesito salário, normalmente menor, e na promoção. Mesmo que tenha a mesma qualificação do que outro trabalhador branco.

A diferença na remuneração chega a 31%, aponta pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A renda média domiciliar dos pretos ou pardos não passou dos R$ 934,00 em 2018, metade do que era recebido pelos brancos, de R$ 1.846,00.

Outra pesquisa, do Instituto Ethos, mostra uma realidade muito cruel. Apenas 34% dos funcionários das maiores empresas do país são negros. O índice despenca para menos de 10% quando são analisadas os cargos mais altos. A situação é ainda pior no caso das mulheres negras.

CTB

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