Proifes-Federação e MEC discutem problemas oriundos da expansão das Ifes

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Representantes de todo o Brasil do PROIFES-Federação e o Ministério da Educação (MEC), por meio de integrantes da SESu  (Secretaria de Educação Superior) e da Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica), discutiram questões  relacionadas à expansão das IFES, no dia 18. O objetivo da reunião foi pontuar e analisar as consequências  da rápida expansão das universidades e dos institutos nos últimos anos.

Primeiro, o Secretário  da SESu, Prof. Paulo Speller, agradeceu a presença de todos os representantes dos vários sindicatos federados ao PROIFES-Federação e reconheceu a importância a nível nacional da questão.

Na sequência, o Presidente da entidade, Prof. Eduardo Rolim de Oliveira (ADUFRGS-Sindical), propôs a abertura de um espaço de diálogo  permanente para o acompanhamento do tema. “Queremos discutir, fazer um diagnóstico, contar o cotidiano dos professores.  Todos vemos a expansão como positiva e viável, mas da forma como aconteceu, rápida demais, trouxe problemas de condições de trabalho para os professores”, pontuou. O Diretor de  Relações Internacionais do PROIFES-Federação, Prof. Gil Vicente Reis de Figueiredo (ADUFSCar, Sindicato), completou: “o  programa de expansão não pode ser de Governo, mas sim uma política de Estado, com continuidade”.

Para contextualizar o debate, a Diretora Adriana Weska e a Coordenadora Geral Dulce Maria Tristão, ambas da SESu,  apresentaram números sobre a educação superior no Brasil. Segundo os dados oficiais do MEC,  em 2003, havia pouco mais de 40 mil  professores de Magistério Superior, 11 anos depois há mais de 75 mil. Além disso, citaram outras conquistas, segundo elas,  como o recente crescimento em 20% do  Banco de Professor Equivalente e a criação de cargos de professor Titular-Livre.

Após ouvir as informações, Rolim pediu que os representantes dos vários sindicatos do PROIFES-Federação se manifestassem, relatando o dia a dia vivido nas  universidades para que o governo tivesse uma real ideia dos problemas da expansão na prática. “É preciso conhecer a realidade por trás dos números”, salientou.

Então, os professores deram diversos exemplos e enumeraram os principais problemas trazidos pelo pouco planejamento da  expansão: falta de professores e de infraestrutura, pouca autonomia nos campi fora da sede, prédios por muito tempo em obras, ausência de  política de incentivos para professores em áreas afastadas, falta de técnico-administrativos, entre outras questões.

O Vice-Presidente da federação, professor Nilton Brandão (SINDIEDUTEC – PR), lembrou a situação dos institutos federais.  “Todos os institutos são multicampi, a maioria está no interior. Os pontos citados se repetem em versão ampliada”, acrescentou.

Após as manifestações dos presentes, Rolim afirmou que os problemas já foram sinalizados pelo PROIFES-Federação há muito  tempo e que “por mais que existam números bons, o governo precisa ouvir a voz dos professores, como fizemos  aqui hoje”, disse.

Como resposta, Adriana Weska finalizou a reunião afirmando que “as reivindicações serão acolhidas como justas”. Para a  diretora também é interessante estabelecer esse espaço de discussão e colaboração.

Ambas as partes concordaram na abertura de uma agenda de encontros mensais temáticos para criteriosa análise dos reflexos da expansão das IFES, com cinco encontros de agosto a dezembro, para os quais serão convidados os representantes dos sindicatos federados, que terão a oportunidade de participar ativamente dos debates.

Igualmente, o PROIFES-Federação e a SESu reafirmaram que após o X Encontro Nacional do PROIFES-Federação, que ocorre entre 31/07 e 04/08, em Goiânia, quando a entidade aprovará sua proposta de reestruturação das Carreiras para o período 2016-2018, será retomado o espaço de diálogo iniciado no final de maio para debater a reestruturação das carreiras, a partir do acordo firmado em 2012, que se transformou na Lei 12.772/2012. Da mesma forma, Rolim relatou a Paulo Speller a reunião que a entidade teve no MPOG com o Secretário Sérgio Mendonça, quando foi decidida a reabertura do GT-Docentes, com a participação dos dois ministérios, do PROIFES-Federação, do CONIF e da ANDIFES, para retomar as discussões dos temas que ficaram inconclusos, como a Gratificação de Difícil Lotação, o Auxílio-transporte, assuntos tratados na reunião do dia 18, além de enquadramento de aposentados e de professores da Carreira de EBTT e do Magistério Federal. Rolim solicitou ao MEC que defina com o MPOG então a agenda do GT para que este inicie em breve.

Confira aqui o relatório completo do MEC sobre educação superior no Brasil

Lista dos participantes da reunião:

SESu

Secretário Paulo Speller

Diretora Adriana Weska

Coordenadora Geral Dulce Maria Tristão

Setec

Diretor Oiti José de Paula

ADUFRGS-Sindical  

Pedro Alves D’Azevedo (UFCSPA)

Eduardo Rolim de Oliveira (UFRGS)

ADUFSCar, Sindicato

Gil Vicente Reis de Figueiredo (UFSCar – Campus de São Carlos)

Aparecido Junior de Menezes (UFSCar – Campus de Sorocaba)

Isaias Torres (UFSCar – Campus de Sorocaba)

SINDIEDUTEC-PR

Nilton Ferreira Brandão (IFPR – Campus de Curitiba)

ADURN-Sindicato

Guttenberg Martins (UFRN – Campus de Natal)

Ana Maria Pereira Aires (UFRN – Campus de Caicó e Currais Novos)

APUB-Sindicato

Ana Lúcia Vieira de Freitas UFBA – Campus de Salvador)

Augusto César Pinto Loureiro da Costa UFBA – Campus de Salvador)

José Antônio Lobo dos Santos UFBA – Campus de Salvador)

José Neander Silva Abreu UFBA – Campus de Salvador)

Leopoldina Cachoeira Menezes UFBA – Campus de Salvador)

Penildon Silva filho UFBA – Campus de Salvador)

Silvia Maria Leite de Almeida (UFBA – Campus de Salvador)

Vinícius Cunha Gonzalez (UFBA – Campus de Vitória da Conquista)

ADUFG Sindicato

Luciana Aparecida Elias (UFG – Campus de Jataí)

Flávio Alves Silva (UFG – Campus de Goiânia)

Do Proifes-Federação

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