JANEIRO ANO VI - #25
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Terça, 24 Novembro 2015 15:54

20% extraclasse: uma conquista histórica dos professores da rede particular de Juiz de Fora

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Por Flavio Bitarello

 

4 Artigo sindical Flavio Bitarello Credito Jorge JuniorA partir de 1987, os professores da rede particular de ensino de Juiz de Fora iniciaram um processo de mobilização crescente, com paralisação das atividades, passando a sofrer um enorme ataque dos patrões do ensino, incluindo demissões de lideranças que surgiram nas escolas. Era um período de crescente mobilização da classe trabalhadora em todo o Brasil, liderada principalmente pelo fortalecimento da CUT. A política econômica do governo Sarney, com sucessivos planos econômicos e inflação galopante, forçava as lideranças sindicais a exigirem a reposição constante das perdas inflacionárias. É neste quadro que o Sinpro/JF mobiliza a categoria e a assembleia de 13 de abril de 1989 deflagra a greve por tempo indeterminado.


A campanha salarial acirrada, com greve de 35 dias, levou para a Justiça do Trabalho a decisão e a consequente instalação do dissídio coletivo. No dia 2 de junho de 1989, o dissídio seria julgado com uma vitória retumbante da categoria. Devido à inflação estratosférica obtivemos o reajuste de 79,42% na data-base de 1º de fevereiro e 84,06% na data-base de março.

 

A conquista dos 20% extraclasse

 

“A grande conquista dos professores de Juiz de Fora, fato único na história dos trabalhadores do ensino na rede particular do Brasil, esta cláusula, vem reconhecer nosso trabalho fora da sala de aula”, afirma o Boletim de junho de 1989.
Além desta grande conquista garantimos estabilidade para todos os professores, para evitar possíveis perseguições dos grevistas, durante a vigência da sentença normativa.


Com a vitória, enfrentaríamos nos próximos anos a ofensiva patronal, com recursos e embargos junto à Justiça do Trabalho. Reagimos com novas greves e obtivemos uma nova vitória em setembro de 1991 no TRT/MG, que ratificou nossas conquistas e a manutenção da CCT.
De lá para cá, ampliamos nossos direitos e conquistas na CCT, sendo que os 20% extraclasse e o quinquênio são considerados até hoje como cláusulas pétreas para a categoria, que exigiu na campanha de 2013 um redimensionamento das tarefas fora da sala de aula ou ampliação do percentual, pois agora, além de corrigir avaliações e preparar aulas em prazo curto, temos que postar conteúdos nos sites das instituições, responder e-mails em qualquer horário, lançar notas e informações no sistema e dar conta de inúmeras atividades burocráticas on-line. Tudo isso para cumprir fora da carga horária contratada, inclusive nos finais de semana.


Em Congresso do sindicato realizado em 1990, o Sinpro defende e a categoria decide pela filiação à CUT, o que levou ao fortalecimento da luta dos professores da rede particular em nível nacional.

Lido 203 vezes Última modificação em Terça, 24 Novembro 2015 15:55