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Terça, 24 Novembro 2015 16:04

Gilson Reis: De ambientalista a líder estudantil, professor, sindicalista... e vereador

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“Sempre gostei da área de biologia e essa minha formação me levou ao movimento ambientalista numa época em que esse tema não era tão debatido como hoje”

 

Gilson Reis

 

Bem antes de ser eleito vereador de Belo Horizonte em 2012 com 7.010 votos, o presidente do Sinpro Minas e diretor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Gilson Reis, começou sua militância política em defesa do meio ambiente. Com formação em Ciências Biológicas pelo Instituo Metodista Izabela Hendrix, ainda estudante se engajou nas causas ambientalistas pela preservação dos recursos e paisagens naturais existentes em sua terra natal, Belo Horizonte, onde nasceu em 16 de agosto de 1963.


Nessa luta, atuou na construção da Área de Preservação Ambiental do Morro da Pedreira, na formação do Parque Nacional da Serra do Cipó e na preservação do Lago do Nado, onde, após uma mobilização vitoriosa da comunidade para impedir a transformação do espaço verde, calculado em 300 mil metros quadrados, em área habitacional, foi implantado, em 1992, o Centro Cultural Lagoa do Nado (CCLN).
Nesse período, em que frequentava o curso de biologia, também se envolveu com o movimento estudantil, tendo ajudado a fundar e presidido por dois mandatos o diretório acadêmico da faculdade. Em seguida, foi candidato à Presidência da União Estadual dos Estudantes (UEE) de Minas Gerais e dirigente da União Nacional dos Estudantes (UNE).


“Sempre gostei da área de biologia e essa minha formação me levou ao movimento ambientalista numa época em que esse tema não era tão debatido como hoje”, conta. Mas a formação – incentivada pelo pai motorista de ônibus e a mãe dona de casa, que sempre disseram a ele e a seus noves irmãos que a educação era a única forma de melhorar sua condição de vida – também o conduziu ao magistério. E a luta estudantil ao movimento sindical.


“Em 1991 eu dava aula em três escolas e houve uma greve grande em Belo Horizonte, da qual participamos. Por causa disso fui demitido de duas das três escolas”, recorda. Daí foi apenas um passo para ingressar na diretoria do Sinpro Minas, no ano seguinte. No mesmo ano, tornou-se vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Minas.


Do fim da década de 1980 até agora, Gilson destaca diversas lutas, entre as quais a própria Constituinte, o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, o combate às privatizações durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que culminou na Marcha dos 100 Mil a Brasília em 1999. Foi a maior manifestação contra a administração FHC, em protesto contra o modelo neoliberal e contra a corrupção no governo federal, numa época em que a base governista preferia arquivar a investigar as denúncias por meio de comissões parlamentares de inquéritos (CPIs). “Nós levamos 550 ônibus de Belo Horizonte até Brasília, mais de 20 mil trabalhadores”, ressalta o sindicalista.


Na CUT, Gilson ficou de 1992 a 2000 na direção estadual e, depois, de 2001 a 2006 na nacional, de onde saiu para participar da criação da CTB. “Na luta sindical tive a oportunidade de viajar para vários países e conhecer a realidade dos trabalhadores e das comunidades em outros locais”, destaca ele, que chegou inclusive a passar 15 dias no Iraque, como “escudo humano”, na tentativa de impedir a invasão americana. “Em todo o mundo, a melhoria da sociedade precisa passar necessariamente pela valorização do trabalho.”


A primeira tentativa de ingresso na política institucional foi em 2010, quando, na disputa para deputado estadual, conquistou mais de 18 mil votos, ficando na suplência do PCdoB, partido no qual milita há 25 anos. “A luta institucional é também uma das dimensões da luta política”, considera o vereador, que em seu mandato na Câmara Municipal belo-horizontina tem defendido propostas para as áreas de educação, trabalho e cultura. Entre seus principais projetos destaca o passe livre, o desconto em ingressos para atividades culturais aos trabalhadores da educação do município, a aplicação dos royalties do petróleo em Belo Horizonte no ensino municipal, a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no âmbito do município, a fim de garantir o direito à negociação coletiva aos servidores municipais. “A educação precisa de muito mais que representação sindical. É necessário que tenha uma participação política.”

 

RAIO X   
   

Nome: Gilson Luiz Reis

 

Data de nascimento:
16 de agosto de 1963

 

Cidade natal:
Belo Horizonte/MG

 

Estado civil:

união estável com a advogada Sílvia Raquel Castelo Branco

 

Enteada:

Isa

 

Profissão:

professor de biologia

 

Formação:

graduação em Ciências Biológicas pelos Instituo Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, e pós-graduação em Economia do Trabalho pela Unicamp

 

Filiação partidária:

PCdoB

 

Cargos públicos:

ex-dirigente da UNE e da CUT estadual e nacional, dirigente da CTB estadual e nacional, presidente do Sinpro Minas, membro da diretoria da Contee e vereador de Belo Horizonte

 

Principais projetos:

passe livre, desconto em ingressos para atividades culturais aos trabalhadores da educação do município, aplicação dos royalties do petróleo em Belo Horizonte no ensino municipal, regulamentação da Convenção 151 da OIT no âmbito do município

raio x
Lido 420 vezes Última modificação em Terça, 24 Novembro 2015 16:04