Saaemg: Protestos em Defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência levam milhares de pessoas às ruas de BH e de todo o país

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O Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação e Contra a Reforma da Previdência mobilizou centenas de pessoas na terça-feira na capital mineira e em outras 205 cidades do país. Os auxiliares de administração escolar de Minas Gerais também aderiram ao movimento. O Saaemg foi representado pelos diretores José Aloísio Dias, Cristiane Soares, Rogerlan Augusta de Morais, Marcos Costa, José Geraldo Vieira, além do presidente Antonio Rodrigues e funcionários da instituição.

Clique aqui e veja as fotos da manifestação em Belo Horizonte

Na capital mineira, os manifestantes concentraram-se na Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, e seguiram rumo à Praça da Estação, passando pela Avenida Amazonas e Praça Sete.

A estudante do 3º Período de Ciências Biológicas da UFMG, Brenda Sales, de 21 anos, era uma das manifestantes. “Nós não podemos aceitar esse desmonte das universidades públicas que o governo está promovendo”, disse ela.

Desde que assumiu a presidência da República, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) já contingenciou R$ 6,1 bilhões da educação pública, sendo este o maior corte entre todos os Ministérios em Brasília.

A professora Zilda Maria Rabelo, de 59 anos, também aderiu ao movimento e aproveitou para denunciar o Governador Romeu Zema (Partido Novo).

“Até hoje ainda não recebemos o 13º salário de 2018”, lamentou ela.

Brasil

Pelo Brasil afora, a terça-feira – o #13ª – foi alvo de repúdio aos seguidos cortes anunciados pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) no Ministério da Educação (MEC), bem como à gestão privatista e autoritária do ministro Abraham Weintraub. Projetos obscurantistas, como o “Escola sem Partido” e o “Future”, foram alvos de críticas.

“Estamos nos mobilizando porque não vamos aceitar a privatização da universidade pública. O Future-se não vai passar. Não há futuro com Bolsonaro”, declarou, no carro-de-som na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão. “Não sairemos das ruas! Devolvam nosso futuro”, emendou Pedro Gorki, presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).

Os retrocessos e as polêmicas mais recentes do governo Bolsonaro ajudaram a ampliar a pauta – e a turbinar a mobilização. Os atos do #13A abraçaram também a defesa da democracia e da soberania nacional, da aposentadoria e da Previdência Social, do trabalho e do salário, além do meio ambiente e da saúde pública. Foram, portanto, ainda mais abrangentes e politizados do que as grandes manifestações de 15 e 30 de maio.

Ao lado das entidades estudantis, as manifestações contaram com o engajamento de centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos. As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo também apoiaram os protestos. Onofre Gonçalves, dirigente da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), atacou a reforma da Previdência do governo Bolsonaro – que, na prática, desmonta a Previdência Social e inviabiliza a aposentadoria da maioria dos brasileiros: “Vamos continuar nos mobilizando para que a reforma não tire dinheiro de quem precisa. Somos a favor de uma reforma que corrija as distorções da Previdência”.

Em nota, a UNE, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e ANPG (Associação Nacional dos Pós-Graduandos) anunciaram o dia 7 de setembro como a data do próximo ato em defesa da educação.

Do Saaemg, com informações do Portal Vermelho

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