SHARE
Estudantes e Trabalhadores protestam em Curitiba contra a Reforma da Previdência e os cortes na educação / Foto: Gibran Mendes

Um tsunami da educação inundou as ruas do país nesta terça-feira, 13 de agosto. O Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Educação Pública e contra o Desmonte da Previdência foi marcado por assembleias, aulas públicas, atos e passeatas, contando com a participação de professores, técnicos administrativos, estudantes e adesão de outras categorias nas manifestações.

Em São Paulo, maior cidade do país, essa terceira mobilização nacional da educação contra o governo de Jair Bolsonaro (PSL) — as outras foram nos dias 15 de maio, com greve nacional do setor convocada pelos trabalhadores do ensino, e 30 de maio — reuniu milhares de pessoas no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Presente, o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, disse que o governo escolheu a educação como inimiga. “A educação possibilita o pensamento crítico. Governos autoritários não suportam uma população crítica. Atacam a universidade para destruir, também a ciência.”

Além da defesa do direito à aposentadoria e da Previdência Social, os protestos foram contra os cortes nas universidades públicas e o privatizante projeto Future-se, lançado pelo Ministério da Educação. Em Brasília, capital da República, o movimento coincidiu com outro importante ato: a 6ª Marcha das Margaridas, reunindo cerca de 100 mil participantes especialmente mulheres do campo, da floresta e das águas, reafirmando a defesa de temas como a terra, a água, as práticas agroecológicas, o combate à violência de gênero, a saúde e, claro, as políticas de educação e a Previdência Social.

Diretores da Contee e das entidades filiadas participaram da abertura da Marcha, bem como do ato na paulista e das manifestações nas diversas cidades brasileiras. Como já havia destacado na véspera o coordenador-geral da Confederação, Gilson Reis, foi “um dia de luta nacional, muito importante”, porque “não há outra alternativa que não seja ocupar as ruas, as praças, denunciar. Precisamos construir urgentemente não só um processo de mobilização, mas um pensamento de nação, de direitos sociais, de direitos elementares, como é o caso da educação.”

Fotos encaminhada pelos diretores da Contee, Entidades Filiadas, Secretaria de Comunicação da Contee e site Fotos Públicas

Por Táscia Souza, com informações da Rede Brasil Atual

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here