Centrais sindicais protestam pela redução da taxa de juros
Ato na Avenida Paulista (SP) denuncia que os juros altos mantidos pelo Banco Central prejudicam a economia e a renda. Copom divulga a Selic na quarta (28)
As centrais sindicais realizaram nesta terça-feira (27) um ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), para pressionar o Banco Central (BC) a iniciar um ciclo de cortes da taxa básica de juros, Selic.
Com faixas, cartazes e carro de som, os sindicalistas protestaram em frente à unidade do BC que fica em São Paulo. Enquanto isso, os diretores do banco reúnem-se no Comitê de Política Monetária (Copom) na sede da entidade, em Brasília.
Com reuniões na terça e na quarta-feira (28) e a divulgação da decisão ao final do encontro, a expectativa não é das melhores, uma vez que analistas econômicos avaliam que o Copom deverá manter os juros em 15% ao ano. Como forma de pressionar para que se coloque fim a este obstáculo para a economia brasileira, os sindicalistas foram às ruas.
Nas faixas empunhadas pelos manifestantes na Av. Paulista, as frases indicavam que os juros altos prejudicam a economia e a renda, assim como afetam a geração de empregos.
O vice-presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Ubiraci Dantas ‘Bira’, criticou a fala do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que disse em entrevista que a questão econômica não deverá ser preponderante nas eleições de 2026.
“É bom ele ficar esperto, porque uma taxa de juros a 15%, levando todos os anos do nosso país quase os 1 trilhão de reais, não tem cabimento, não tem sentido. Por isso que falta dinheiro para avançar na saúde, fortalecer o SUS, para o desenvolvimento habitacional e fortalecer a indústria nacional”, afirmou Dantas.
Para ele, parte das limitações impostas ao Brasil advém do arcabouço fiscal: “Este arcabouço fiscal impede o investimento para desenvolver o Brasil, porque tem o tripé macroeconômico, tem a limitação de investimento para poder dar dinheiro para os bancos. Por isso, a gente deve trabalhar para acabar com esse arcabouço fiscal e, definitivamente, a gente possa pegar o dinheiro do país para aplicar no seu desenvolvimento. Essa taxa de juros absurda, isso tem que parar imediatamente para que a gente possa fazer o nosso país crescer. Estamos em ano de eleições. A indústria não pode ficar num buraco. Ela tem que se desenvolver. Tem que ter investimento”, completou o vice-presidente da CTB.




