Desdobramentos da plenária dos movimentos populares em solidariedade à Venezuela e pela liberdade de Maduro e Cília
No último sábado, dia 17, ocorreu uma plenária virtual que reuniu militantes de todas as regiões do Brasil e das mais diversas organizações sociais e políticas, com o objetivo de orientar, coordenar e fortalecer a solidariedade ao povo venezuelano, a luta pela libertação de Nicolás Maduro e Cília Flores, a defesa da soberania dos povos e a construção de ações unitárias, nacionais e continentais, em resistência ao imperialismo e à política de guerra dos Estados Unidos.
A plenária reafirmou que se trata de uma campanha de médio e longo prazo, inserida na luta de classes no Brasil e no mundo, e que exige organização permanente para enfrentar a ofensiva imperialista e as tentativas de ingerência externa, inclusive com impactos sobre processos políticos e eleitorais em nosso país.
Entre os principais encaminhamentos, ficou definido que é essencial fortalecer a disputa política e de comunicação, combatendo mentiras e manipulações e ampliando a circulação de materiais de solidariedade à Venezuela e a outros povos atacados pelos Estados Unidos. Para isso, foi reforçada a importância de difundir o card internacional pela libertação de Maduro e Cília, já em circulação, e de manter articulados os meios e redes de comunicação comprometidos com a verdade e a soberania dos povos. Também foi encaminhada a realização de um encontro de comunicadores populares em fevereiro, como parte do esforço de consolidar uma comunicação unificada e eficaz nesta campanha.
Outro eixo importante foi a construção de uma campanha de afeto e solidariedade, com o envio de cartas e mensagens em vídeo aos companheiros presos. As mensagens devem ser encaminhadas para o e-mail correodelibertad2026@gmail.com, como forma de manter viva a dimensão humana e internacionalista dessa mobilização.
A plenária também propôs ampliar as ações presenciais nas cidades, por meio de iniciativas de agitação e propaganda, como atos culturais, intervenções artísticas, músicas, mobilizações de rua e outras formas de presença popular no território. Além disso, foi destacada a necessidade de envolver juristas e entidades do campo jurídico, como ABJD, Juristas das Américas e AJD, fortalecendo articulações internacionais de denúncia e apoio aos processos no Tribunal de Haia.
Como parte da ampliação da campanha no Brasil, foi indicada a realização de um abaixo-assinado nacional, com plataforma própria, que também servirá para manter uma base permanente de diálogo e mobilização. O link divulgado para adesão é: https://brasilcontratrump.com/.
No campo organizativo, foi reafirmada a importância de consolidar uma rede de comitês de solidariedade em nível local, estadual e dentro dos movimentos, conforme proposta da UNE, garantindo capilaridade e presença territorial. Em âmbito nacional, as reuniões das frentes deverão cumprir o papel de articulação central dessa mobilização.
Também foi apresentada uma proposta simbólica e pedagógica de forte impacto: a prática de plantio de árvores em homenagem aos combatentes cubanos e venezuelanos caídos durante o sequestro do president da Venezuela, estimulando que essas ações ocorram em praças públicas, periferias, associações comunitárias e assentamentos, como gesto de memória, compromisso e futuro.
Por fim, a plenária reforçou o apoio ao calendário internacional de mobilizações já em curso, reconhecendo que as ruas serão fundamentais para pressionar o imperialismo e conscientizar a população. Entre as próximas etapas estão:
- 19 a 23 de janeiro – realização de plenárias estaduais, que devem ser organizadas pelas forças populares em cada estado.
- 20 de janeiro – Dia Global de Conscientização Anti-Trump, buscando ampliar a denúncia ao plano imperialista e à interferência dos Estados Unidos na América Latina.
- 28 de janeiro – Dia Continental de Luta nas ruas, com o lema “Liberdade de Maduro e Cília, já! Fora Trump, somos Zona de Paz!” – data que também marca o aniversário de 12 anos da proclamação da CELAC como Zona de Paz. As mobilizações serão realizadas em todo o continente com caráter anti-imperialista e de solidariedade ativa.
- 3 de fevereiro – Dia Mundial de Mobilizações pela libertação de Maduro e Cília; a partir dessa data, está prevista a manutenção de ações mensais, sempre no dia 3 de cada mês, como parte da campanha contínua.
A solidariedade à Venezuela, nesse momento, faz parte de uma luta mais ampla pela soberania dos povos, pela paz regional e contra a política de guerra do imperialismo.
Por Antônia Rangel





