Inteligência artificial na educação é debatida por Brics

Em seminário organizado pelo Ministério da Educação, países do grupo debateram o uso ético e inclusivo da tecnologia na educação básica. Evento integra agenda que culminará em reunião de ministros em junho

Os potenciais e os desafios das novas tecnologias na educação pública foram tema de agenda do Brics, com protagonismo do Brasil. O Ministério da Educação (MEC) organizou, na última terça-feira, 25 de fevereiro, o primeiro seminário virtual da atual presidência brasileira do Brics-Educação. Com o tema “Adoção ética e inclusiva da inteligência artificial na educação básica: compartilhando padrões”, o evento permitiu que os participantes conhecessem mais de perto a forma como cada país do Brics tem lidado com a pauta. Além do Brasil, especialistas daChina, da Etiópia, da Indonésia, da Rússia, dos Emirados Árabes Unidos e da África do Sul apresentaram suas experiências.

A diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Anita Stefani, abriu o encontro informando que o MEC desenvolve estratégias, como cursos e o referencial de saberes digitais docentes, para que a inteligência artificial (IA) favoreça e amplie oportunidades, sem deixar a equidade de lado. “Entendemos que professores e gestores escolares devem se apropriar do potencial tecnológico da IA de forma crítica e produtiva, e, por isso, o trabalho com adaptação curricular e formação é fundamental”, explicou. Ela ainda agradeceu a participação dos presentes, que enriqueceram o debate sobre o assunto no país. “Foi útil ouvir mais sobre essas experiências externas, neste momento em que o Brasil também procura avançar em suas políticas de educação digital e na discussão sobre IA na educação”, concluiu.

A utilização da IA no âmbito dos processos de ensino e aprendizagem e na gestão escolar foi destacada por Fernando Filgueiras, diretor de Informações Estratégicas e Inovação da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) do MEC. Segundo ele, foi interessante entrar em contato com uma diversidade de experiências sobre pesquisa, desenvolvimento e uso de IA. “Todos estão procurando incorporar a inteligência artificial nas escolas de alguma forma, atentos a como professores podem usar a tecnologia como instrumento para aprimorar a educação”, afirmou Filgueiras.

O assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Francisco Figueiredo de Souza, destacou que o seminário deu continuidade a debates sobre o uso de ferramentas digitais na educação, conduzidos no âmbito do Brics em anos anteriores. Ademais, ressaltouque o tema da IA foi identificado pela Presidência da República do Brasil como uma prioridade para o Bricscomo um todo, sendo objeto de discussões também em outros grupos de trabalho além do educacional, como aqueles dedicados às áreas de emprego e ciências. “O que queremos é que as novas ferramentas corrijam as desigualdades, ao invés de aprofundá-las”, defendeu Souza.

Ainda participou do evento, em comentário sobre o contexto brasileiro, o professor Seiji Isotani, da Universidade de São Paulo (USP). O seminário integra a agenda de atividades previstas pelo MEC para os Brics, que culminará na reunião de ministros da Educaçãoem junho deste ano. Para o MEC, a atual presidência brasileira do Brics-Educação representa uma oportunidade para ampliar parcerias internacionais, explorar soluções inovadoras e compartilhar experiências com nações que enfrentam desafios educacionais semelhantes.

Brics – Originalmente formado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia e China; em 2011, o Brics ganhou a adesão da África do Sul. Em 2024, foi anunciada a adesão de novos membros: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. Indonésia aderiu ao grupo em 2025. No campo educacional, as reuniões ministeriais tiveram início em 2013, promovendo colaborações que visam enfrentar desafios comuns.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional

Do gov.br

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