25 de julho: Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

Nesta sexta-feira, 25 de julho, celebra-se uma conquista do movimento negro e também do movimento pela igualdade de gênero e pela emancipação da mulher. Pela primeira vez, nesta data, está sendo comemorado o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei 12,987, sancionada no dia 2 de junho deste ano. Até a sanção da lei, o Brasil era o único país da América Latina que não comemorava oficialmente, em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

O dia nacional instituído neste ano, além do reconhecimento à data internacional, é uma homenagem e uma aula de história, a qual precisa ser contada e jamais esquecida. Tereza de Benguela foi uma liderança quilombola, mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho (ou Quariterê), em Guaporé, próximo à fronteira do estado do Mato Grosso com a Bolívia. Sob a liderança da Rainha Teresa, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770.

No “Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil (2013), lançado neste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), denuncia o quanto as mulheres negras ainda ocupam os lugares mais desfavoráveis na estrutura social e econômica do país. Em face dessa realidade, reconhecimentos de exemplos como o de Tereza de Benguela, transformada agora em símbolo da luta contra o racismo e o machismo, são essenciais no combate ao preconceito, à discriminação, à desigualdade e à violência, em prol da construção de uma sociedade mais justa.

Da redação

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