Lula mira Flávio Bolsonaro na ONU e diz que vai derrotar “inimigos da democracia, internos e externos”
"A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho", afirmou Lula na ONU, desmontando narrativas do clã Bolsonaro junto à ultradireita internacional
Ao concluir seu discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, na manhã desta terça-feira (22) em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre as eleições no Brasil e mandou um recado direto ao Flávio Bolsonaro e ao irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), que conspiram junto a Donald Trump e a ultradireita internacional para tentar um novo golpe no Brasil.
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“Sob o olhar atento de uma cidadania plural e de uma imprensa livre, não permitiremos que os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular. A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém nos afastará desse caminho”, afirmou Lula.
Na disputa por seu quarto mandato presidencial, Lula dedicou a conclusão de seu discurso na ONU com “uma mensagem sobre o meu país a todos os que nos ouvem”.
“No dia quatro de outubro, milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para definir o seu destino. Não vão apenas eleger o presidente da República, governadores estaduais e representantes do Poder Legislativo. Vão decidir entre democracia e negacionismo”, afirmou.
Em seguida, Lula traçou um comparativo com o principal adversário, alçado à disputa pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), preso por liderar a tentativa de golpe de Estado em 2022.
“Se o Brasil vai avançar rumo a um futuro de mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão”, disse o presidente.
Lula então desmontou a narrativa do clã Bolsonaro que mira o sistema eleitoral brasileiro, especialmente as urnas eletrônicas, e prega que há uma “ditadura” no país.
“Teremos um pleito transparente e competitivo, em que todos os candidatos desfrutam da mais ampla liberdade de expressão. Sabemos que alguns abusam dessa liberdade para se associar a interesses estrangeiros contrários ao país. Não subestimamos o desafio das redes de desinformação que pretendem desvirtuar o debate público durante a campanha. Mas possuímos um sistema eleitoral moderno e robusto”, disse o presidente, antes de concluir dizendo que vai barrar os “os inimigos da democracia, internos e externos, atentem contra a vontade popular”.



