Precisamos de uma Frente Ampla!

Por Nivaldo Mota*

E continua a saga de luta do povo brasileiro, mesmo com a prisão do maior líder popular deste país, que é Luiz Inácio Lula da Silva, depois de Getúlio Vargas! Prisão injusta, não há nada que prove que o triplex seja de Lula. O juiz de Primeira Instância a determinou num rompante de egocentrismo, mas também fazendo parte de um grande complô político que visa aniquilar não só Lula, nem somente o PT, mas que pretende acabar com a democracia neste país.

Estamos vendo um movimento de tecnocratas, do Judiciário e de setores da sociedade, pedindo o fim dos políticos, dos partidos e pedindo intervenção militar como saída para uma crise estabelecida pela política! Mas só na política é possível resolver estas questões.

Citando Frei Beto, frade dominicano: “Não há ninguém que não se envolva em política. Há quem, ingenuamente, se julgue neutro, isento ou alheio à política”. Não é isso? Muitos que defendem a tese de intervenção militar ou defendem a prepotência do Judiciário para julgar e condenar sem provas uma pessoa alimentam posições fascistas e autoritárias.

O que vimos nestes dias em nosso país foi o ápice do golpe de 2016, movimento iniciado em 2013 e em que muita gente da esquerda embarcou. Começava ali a destruição dos governos Lula/Dilma, o legado histórico das esquerdas em governar de forma inédita o país pela primeira vez, elevando a condição de vida do povo brasileiro para melhor!

Precisamos criar uma Frente Ampla, muito maior que as esquerdas. É preciso ganhar os setores médios da sociedade, ganhar o centro da política, não podemos perder o debate e as consciências para o ódio e, consequentemente, para o fascismo.

Necessária conformação de forças com os partidos de esquerda consequentes, com os partidos de centro, com a intelectualidade científica do nosso país, com os setores empresarias nacionalistas, com as centrais sindicais, indo em direção a um pacto no sentido de se restaurar a democracia, crescer economicamente com a recuperação do emprego. Isso tem que ser prosperado ou, sem querer ser fatalista, iremos para o obscurantismo político!

É preciso isolar as ideias do ódio, que são escancaradas, ditas e afirmadas pelo candidato fascista, mas que reverberam na sociedade, encontrando eco na classe média e em setores das Forças Armadas.

Precisamos lotar as ruas, mas com a capacidade de ganhar as pessoas para o nosso lado, não afastá-las. Não podemos de forma nenhuma submeter às estratégias e táticas para a pura “porra louquice” de uma minoria. A onda é superarmos os retrocessos, a conjuntura não anda fácil, o pensamento conservador se alastra, para barrá-lo, somente com amplitude para furar os bloqueios impostos por uma nova realidade.

*Nivaldo Mota é vice-presidente do Sinpro/AL e integrante da Diretoria Plena da Contee

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