Ataques ao Irã já forçaram 275 mil pessoas a deixar suas casas, diz ONU

Escalada militar liderada por Estados Unidos e Israel provoca fuga em massa em Teerã e amplia crise humanitária na região

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta quinta-feira (05) que os recentes ataques ao Irã e a reação militar na região já provocaram o deslocamento de mais de 275 mil pessoas.

Segundo a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), o impacto do conflito ultrapassa as fronteiras iranianas e atinge países como Afeganistão, Líbano e Paquistão, ampliando a pressão sobre uma região que já concentrava quase 25 milhões de pessoas dependentes de ajuda humanitária antes do início das hostilidades, no último sábado (28).

No Irã, a saída de moradores da capital, Teerã, ocorre em ritmo acelerado. De acordo com dados da polícia de trânsito, entre mil e dois mil veículos deixam a cidade a cada hora, principalmente em direção ao norte do país, em busca de áreas consideradas mais seguras. Os bombardeios atingiram centros de comando e teriam causado a morte de autoridades de alto escalão, incluindo o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

O conflito também tem reflexos diretos em países vizinhos. No Afeganistão, o número de deslocados já chega a 115 mil pessoas, resultado do aumento da instabilidade nas regiões de fronteira e do temor de expansão das hostilidades.

Escalada do conflito

A atual ofensiva militar ocorre após anos de tensão em torno do programa nuclear iraniano. A crise se intensificou depois que os Estados Unidos abandonaram, em 2018, o acordo nuclear firmado em 2015 com Teerã. Desde então, divergências sobre o desenvolvimento de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos aliados na região, como o Hezbollah, ampliaram o desgaste diplomático.

Em resposta aos ataques em seu território, o Irã lançou mísseis contra bases militares norte-americanas em países do Golfo, entre eles Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

No Líbano, confrontos entre Israel e o Hezbollah também agravaram a situação humanitária. Estimativas iniciais indicam que cerca de 58 mil pessoas já deixaram suas casas, embora agências internacionais alertem que o número real pode ser maior devido à interrupção das rotas de abastecimento e comunicação.

Alerta humanitário

A ONU afirma que a capacidade de resposta humanitária na região está próxima do limite. Com o aumento da violência, o fechamento de algumas fronteiras e o risco para equipes de campo, a entrega de alimentos, medicamentos e outros itens essenciais tornou-se mais difícil.

Diante do agravamento da crise, o Conselho de Segurança da ONU deve realizar uma reunião de emergência para discutir a criação de corredores humanitários e medidas que possam evitar uma ampliação do conflito no Oriente Médio.

Fonte
ICL Notícias

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