Contee manifesta solidariedade à família da professora Juliana Santiago e clama por paz nas instituições de ensino
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) manifesta profundo pesar e solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de trabalho e à comunidade acadêmica pela morte da professora Juliana Santiago, ocorrida na noite da última sexta-feira (6), no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição privada localizada em Porto Velho (RO).
Juliana tinha 41 anos e era professora de Direito Penal. Reconhecida por sua dedicação à formação humana, pela sensibilidade no trato com os estudantes e pela busca constante por práticas pedagógicas inovadoras, contribuiu de forma significativa para tornar o processo de aprendizagem mais próximo e acolhedor.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a professora foi atacada dentro da sala de aula, após o encerramento das atividades, pelo aluno João Cândido, de 24 anos, estudante do 5º período do curso de Direito. Ele teria aguardado o momento em que a docente se encontrava sozinha para cometer o ato brutal. Juliana ainda foi socorrida por estudantes e encaminhada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
A perda de uma educadora no exercício de sua profissão é uma tragédia que atinge não apenas seus familiares, amigos e colegas, mas toda a sociedade. A escola e a universidade devem ser espaços de diálogo, respeito, construção do conhecimento e promoção da vida — jamais de violência, medo ou insegurança.
A Contee repudia com veemência qualquer forma de agressão no ambiente educacional e levanta a bandeira da convivência pacífica e democrática, bem como da valorização dos profissionais da educação. É inadmissível que trabalhadores e trabalhadoras sejam expostos a situações de risco em locais que deveriam garantir acolhimento, proteção e condições dignas para o exercício da docência.
Este episódio evidencia a urgência de intensificar as políticas públicas voltadas à promoção da cultura de paz, à atenção à saúde emocional da comunidade acadêmica e ao fortalecimento de ações preventivas contra a violência nas instituições de ensino.
A Confederação se solidariza com todos os profissionais da educação que, diante de fatos como este, sentem-se fragilizados e inseguros no exercício de sua missão. Que a memória de Juliana Santiago seja honrada por meio do compromisso coletivo com a paz, a dignidade humana e a defesa incondicional da educação.
Brasília, 9 de fevereiro de 2026
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee
Imagem da home: Reprodução/Instagram





