Dia Internacional da Internet Segura: educação, democracia e responsabilidade coletiva

A cada minuto, milhões de brasileiros acessam redes sociais, compartilham informações e tomam decisões com base no que leem online. Em ano eleitoral, essa conectividade massiva pode fortalecer a democracia ou fragilizá-la. O Dia Internacional da Internet Segura nos convida a refletir sobre qual caminho escolheremos coletivamente.

A internet hoje é parte da vida social, educacional, econômica e política. É espaço de trabalho, aprendizagem, informação, expressão e participação pública. Ao mesmo tempo em que amplia vozes e democratiza o acesso ao conhecimento, também abriga práticas que ameaçam direitos e tensionam a convivência democrática: ciberintimidação, discursos de ódio, fraudes, desinformação, manipulação algorítmica, golpes impulsionados por inteligência artificial e práticas abusivas em plataformas digitais e jogos online.

Esses riscos não atingem apenas um grupo específico. Quando um adolescente tem sua imagem exposta sem consentimento, quando um idoso perde suas economias em golpes virtuais ou quando eleitores são bombardeados por notícias fabricadas, não se trata de episódios isolados, mas de sintomas de um ecossistema digital que exige limites éticos e responsabilidade institucional. Relações sociais, saúde mental, estabilidade econômica e confiança nas instituições são diretamente afetadas.

Em contexto eleitoral, o tema da segurança digital torna-se ainda mais estratégico. Falar de internet segura é falar de democracia, soberania informacional e proteção da vontade popular. A velocidade de circulação de conteúdos, aliada à atuação de perfis falsos, robôs automatizados e campanhas coordenadas de desinformação, compromete o direito coletivo à informação de qualidade e coloca em risco a integridade do processo eleitoral.

A construção de um ambiente digital mais seguro passa pela educação, mas não se limita a ela. O letramento digital e a educação midiática são importantes instrumentos para formar indivíduos capazes de interpretar criticamente informações, compreender o funcionamento das plataformas e agir com responsabilidade no espaço público digital.

Ao mesmo tempo, é indispensável que o poder público assegure políticas permanentes de inclusão digital com qualidade, formação continuada e marcos regulatórios consistentes, como a plena implementação da Lei Geral de Proteção de Dados e a regulamentação das plataformas digitais, além de mecanismos eficazes de responsabilização pela circulação de conteúdos falsos ou abusivos. A defesa de eleições transparentes e de uma sociedade democrática exige ação institucional articulada e compromisso coletivo com a verdade.

Cada compartilhamento tem impacto. Cada mensagem pode esclarecer ou desinformar. A internet não é um território à margem da lei, mas um espaço público que deve ser orientado pelos princípios democráticos e pelo respeito aos direitos humanos.

Para a CONTEE, defender uma internet mais segura é defender a democracia, a educação de qualidade e os direitos da sociedade como um todo, pois educar para o uso ético e responsável da tecnologia é fortalecer o presente e proteger o futuro. Neste Dia Internacional da Internet Segura, é importante reforçar uma postura consciente no ambiente digital: antes de compartilhar, verificar; antes de julgar, investigar; e, diante de abusos ou violações, denunciar. A internet que queremos se constrói diariamente a partir de escolhas responsáveis e do compromisso coletivo com a verdade e os direitos humanos.

Da Redação Contee

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