Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

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Hoje, 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, não é apenas uma data no calendário: é um marco de consciência, uma convocação para que a humanidade jamais normalize o ódio organizado, a violência política e a desumanização.

Essa data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em referência ao fechamento/libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz/Birkenau na Polônia, pelo Exército soviético. Símbolo máximo da barbárie nazista e do terror que marcou esse período sombrio da história humana.

Nós, da Confederação Sindical de Educação dos Países de Língua Portuguesa- Cplp-se, reafirmamos que preservar essa memória é um dever histórico e humano, porque o Holocausto foi um projeto de extermínio, conduzido pelo nazismo e sustentado por estruturas fascistas, que matou cerca de seis milhões de judeus, além de perseguir e eliminar também ciganos, negros, pessoas com deficiência, comunistas, opositores políticos, homossexuais e tantos outros grupos considerados “indesejáveis”.

Essa memória não serve apenas ao passado. Ela serve, sobretudo, ao presente.

Diante do que temos visto no mundo, pautas que se aproximam das ideias nazifascistas, discursos de superioridade, perseguição a minorias, ataque à democracia, retrocessos sociais e humanos e o crescimento de grupos extremistas, inclusive com a presença de jovens seduzidos pelo ódio, cabe a nós, representantes dos sindicatos, federações e confederações de professoras e professores, educadoras e educadores, e de todas e todos os trabalhadores e trabalhadoras da educação, manifestarmos com firmeza: a educação não pode ser neutra diante da barbárie.

A educação precisa ser instrumento de liberdade, de transformação social, de inclusão e de ação pública comprometida com o desenvolvimento dos povos. Defendemos, com convicção, uma educação que contribua para a soberania dos países, o respeito à autodeterminação dos povos, e para a construção de uma paz verdadeira, não a paz do silêncio e do medo, mas uma paz fundada em valores humanos, em justiça social e no desenvolvimento pleno da vida.

Por isso, reafirmamos, junto às nossas entidades filiadas, a defesa permanente de uma educação pública, laica, gratuita e de qualidade, uma educação libertadora, crítica e transformadora, capaz de fortalecer a democracia e impedir que a desumanização volte a ser projeto político.

Lembrar o Holocausto é, acima de tudo, dizer com firmeza: nunca mais. Nunca mais o ódio como política. Nunca mais a violência como método. Nunca mais o extermínio como caminho. Nunca mais a barbárie.

Fonte
CPLP-SE

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