Dia Mundial da Justiça Social: um mundo mais justo depende de trabalhadores valorizados

Promover um mundo mais justo e igualitário é o objetivo do Dia Mundial da Justiça Social, celebrado anualmente em 20 de fevereiro. Estabelecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a data busca reunir esforços para erradicar a pobreza, promover pleno emprego e trabalho digno, além de acabar com a discriminação e a exclusão social.

No Brasil, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades, a promoção do bem estar de todos e o desenvolvimento nacional com melhoria da qualidade de vida da população são princípios constitucionais que orientam a atuação do Estado e das políticas públicas.

Dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sobre o último trimestre de 2025, mostram que o País está avançando em seus objetivos. O desemprego caiu para 5,1%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. A população ocupada atingiu um recorde de 103 milhões de pessoas, e o rendimento médio mensal também alcançou novo patamar, chegando a R$ 3.613.

A saída oficial do mapa da fome, em 2025, e iniciativas recentes do governo federal – como a aprovação da isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil reais com taxação dos super-ricos – também mostram que o rumo é a justiça social.

Apesar das boas notícias, ainda há muito a avançar. Se o desemprego é baixo, muitos desses trabalhadores e trabalhadoras são informais, sem proteção trabalhista ou previdenciária e sem representação sindical. Um Brasil desenvolvido e com justiça social depende de garantir esses direitos, criar empregos de qualidade e com melhores salários – pontos essenciais para combater as desigualdades sociais e econômicas.

Reduzir a desigualdade de renda, aumentar a qualidade e o acesso à saúde, educação e saneamento, combater o racismo, machismo e outras formas de preconceito também devem estar no centro das políticas públicas.

Educação

O acesso à educação de qualidade é um dos principais pilares para uma sociedade mais justa e fator essencial para romper ciclos de pobreza e exclusão. Mais que ensinar conteúdos, educar é formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

Para a Contee, esse debate é indissociável da necessidade de valorizar quem educa. Salário decente, estabilidade, respeito aos direitos trabalhistas, autonomia e cuidado com a saúde mental são hoje pontos focais na luta por valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação.

A coordenadora da Secretaria de Relações com os Movimento Sociais e Sindicais da Contee, Valéria Morato, afirma que essas lutas têm sido travadas pelos sindicatos dos trabalhadores do setor privado de ensino. “Mas falta regulamentação nacional e uma legislação que contemple também os docentes e trabalhadores e trabalhadoras da educação privada. Isso, junto ao ataque sofrido pelas entidades sindicais nos últimos anos, dificulta muito a luta por melhores condições de trabalho”, declara.

“Alcançarmos uma sociedade justa passa pelo acesso à educação de qualidade. E não há qualidade se quem educa está desmotivado, doente, sobrecarregado. Não há sociedade justa com exploração do trabalhador. Fortalecer o movimento sindical é dar possibilidade para mudar esse cenário”, conclui.

Por Andressa Schpallir

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