Diretora da Contee participa da comemoração dos 30 anos do coletivo de mulheres da CUT

A coordenadora da Secretaria de Defesa de Direitos de Gênero e LGBTT da Contee, Gisele Vargas, participou ontem (30) da reunião do coletivo nacional de mulheres da CUT, que comemora 30 anos de políticas para mulheres da central. A diretora da Confederação destacou entre os temas de discussão do coletivo são os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 na vida das mulheres trabalhadoras, como a diminuição da oferta de empregos públicos, a redução da políticas públicas, a falta de acesso à saúde, a redução do quadro de servidores públicos — que tende a afetar a remuneração e a carreira e ampliar a desigualdade entre homens e mulheres — e o esvaziamento das políticas de inserção produtiva e geração de renda para mulheres no campo e na cidade.

 

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À noite, o encontro contou com a presença da presidenta eleita Dilma Rousseff, que falou da importância de sua eleição para as mulheres brasileiras. “Eu pude demonstrar que nós podemos. Cada uma de nós tem o poder de ser. As mulheres da CUT decidiram em 1986 que podem e são protagonistas de sua luta”, afirmou Dilma.

 

O encontro foi mediado pela secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista, e contou com a participação da ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menecucci; a vice-presidenta da Central, Carmem Foro; e o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

 

Abrindo o evento, Juneia lembrou a história da participação das mulheres na construção da maior central sindical da América Latina. Para a dirigente, sem a participação feminina, o sindicalismo não teria tido tantas conquistas para a classe trabalhadora.

 

“Assim seguimos, tecendo a luta no dia a dia, afinal, como diz a poeta Elisa Lucinda: é do cotidiano que as mulheres extraem sabedoria. A história das mulheres da CUT é uma história muito linda. É uma história que serve de exemplo para o mundo e que só aconteceu porque tivemos a emergência do novo sindicalismo. Um sindicalismo que se forja na luta contra a ditadura militar. Um sindicalismo comprometido com a liberdade, a igualdade e a democracia, num momento em que tínhamos a ascensão dos movimentos sociais e populares e do movimento feminista”, afirmou Junéia.

 

Carmen saudou a presença de Dilma no encontro cutista e falou da trajetória feminina dentro da Central. “A história das mulheres da CUT é uma história de ousadia e rebeldia. Hoje, temos oito presidentas de estaduais da CUT”, finalizou.

 

Eleonora Menicucci homenageou Dilma, afirmando que “foi uma honra ter sido ministra dessa mulher” e lembrou da contribuição das mulheres sindicalistas para a luta feminista no país.

 

O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembrou o atentado à democracia que levou Michel Temer à presidência. “A companheira Dilma representa a resistência do povo brasileiro ao golpe. Há, nesse golpe, um evidente preconceito de gênero.”

 

Para o dirigente cutista, é preciso distinguir as mulheres na luta por melhores condições de trabalho. “A CUT entende que a questão de classe é fundamental para entender a sociedade. Sabemos que a classe trabalhadora sofre, mas que as mulheres trabalhadoras são mais exploradas e as mulheres negras trabalhadoras ainda mais”, alertou Vagner Freitas.

 

Com informações da CUT

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