Executiva da Contee se reúne e reafirma posicionamento sobre mediador: não é auxiliar administrativo
A diretoria executiva da Contee se reuniu nesta terça-feira (7/4) em sua 9ª reunião ordinária. O ponto central foi debater o andamento das negociações coletivas que acontecem em todo o país e tirar orientações e medidas de apoio aos processos negociais travados pelos sindicatos e federações.
O papel do mediador pedagógico é um dos pontos em debate nas mesas de negociação. A Contee reafirmou seu posicionamento: o mediador é professor. “Na última reunião esse tema foi debatido e tiramos uma posição coesa e unânime da diretoria que foi publicada”, afirmou o professor Railton Nascimento, coordenador-geral da confederação.
Para auxiliar os sindicatos e federações nas negociações, a Secretaria de Assuntos Educacionais, com suporte jurídico, fez uma proposta de redação de cláusula que vai ser enviada às entidades filiadas. Ela deve ser usada como ponto de partida pelos sindicatos de professores para regulamentar a função do mediador. “Serve como parâmetro. Obviamente as entidades têm sua autonomia para negociar”, explicou Railton.
“A ideia é deixar claro que o mediador não é técnico administrativo. É de fato uma questão nova, que estamos enfrentando pela primeira vez”, destacou Madalena Guasco, coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais. A proposta de cláusula será encaminhada para o Grupo de Negociadores aprofundar o debate.
Conclat 2026
Os dirigentes apontaram a necessidade de reforçar o chamado da CONTEE para a participação da base na Conclat 2026 e na Marcha da Classe Trabalhadora, que serão realizadas no dia 15 de abril, em Brasília. A mobilização da confederação está sendo coordenada pela Secretaria de Formação. O ponto de concentração em Brasília será na sede da CONTEE a partir das 8h30.
A Conclat 2026 vai apresentar ao presidente Lula e aos presidentes da Câmara e do Senado a Pauta da Classe Trabalhadora. Entre as reivindicações estão a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio, o combate à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, o direito de negociação para os servidores e a regulamentação do trabalho em aplicativos. A CONTEE estará presente com o lema “Não à pejotização que frauda direitos.”
Dia do Trabalhador e da Trabalhadora
Os dirigentes também vão se dedicar para a construção dos atos do 1º de Maio, que neste ano não será unificado. A orientação das Centrais é que sejam organizadas várias manifestações, descentralizadas. As bandeiras de luta, no entanto, são comuns: “Empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”.
Por Andressa Schpallir





