Ministro da Educação destaca avanços em rede nacional

Neste domingo, véspera do retorno às aulas da rede pública em diversos estados, o ministro da Educação, Camilo Santana, fez um pronunciamento em rede nacional para destacar avanços educacionais no Brasil. “É um governo que está ao lado dos estudantes e do povo brasileiro e acredita que o futuro da nossa gente está na educação.”

O ministro deu ênfase à conectividade nas escolas. Segundo ele, os resultados da restrição de celulares, que completa um ano, começa a surtir efeito. “A medida reforçou o foco no aprendizado. Agora, celular e tecnologia em sala de aula são utilizados apenas como ferramentas pedagógicas.” Ele apresentou dados que mostram o investimento do governo na conectividade: “Hoje, 96 mil escolas contam com parâmetros adequados de internet para uso educacional”, um aumento de cerca de 25% em relação a 2023.

Ele destacou outros avanços no que chamou de pós-“reconstrução”, como a entrega de mais de 2250 unidades escolares, creches e quadras esportivas e o andamento de mais de 6 mil obras. Também afirmou que houve aumento do número de municípios com políticas de educação integral, saltando de 17% em 2023 para mais de 91% em 2026.

Celebrou reajustes nos investimentos com alimentação escolar, no Programa Nacional do Livro Didático e no aumento do índice de alfabetização, que praticamente dobrou durante o governo Lula.

“A criação do Pé-de-Meia também é uma marca”, disse. O programa tem foco na frequência e na aprovação no Ensino Médio, e concede uma bolsa de R$ 200 mensais para os estudantes. De acordo com ele, são quase 6 milhões de estudantes beneficiados “O abandono escolar entre jovens caiu pela metade, assim como o atraso escolar, com mais estudantes na fase adequada para a série.”

Camilo Santana destacou também o aumento real no salário dos professores e os benefícios vinculados à carteira nacional docente no Brasil. Entre eles, foram citados os mais de 9 mil cursos gratuitos de formação, o vale-computador e as bolsas para os estudantes de licenciatura.

A inclusão de alunos de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e quilombolas, além de pessoas com deficiência, foi considerada no pronunciamento. A Nova Lei de Cotas, aprovada em 2023, reserva 50% das vagas em universidades e institutos federais para estudantes de escolas públicas, com subcotas baseadas em critérios étnico-raciais e de renda, visando a reparação histórica e a equidade.

Em relação a avanços no acesso à educação superior, o ministro enfatizou o apoio técnico e financeiro do governo aos cursinhos populares e o aumento de vagas nas instituições de ensino. “O Enem cresceu 40% nos últimos anos e o Sisu de 2026 é o maior da história, com aumento das instituições participantes (…) O ProUni também bateu recorde na oferta de bolsas, com 590 mil bolsas ofertadas (…) O Fies oferece 112 mil vagas ao longo de 2026, com financiamento de até 100% (…) 106 novos Institutos Federais em construção que abrirão mais de 140 mil vagas na rede federal.”

Por Andressa Schpallir

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