Papa Francisco pede fim do massacre em Gaza após receber alta hospitalar

Pontífice saudou multidão do balcão do hospital Gemelli, em Roma, onde ocorrem internados por cinco semanas por problemas pulmonares

O Papa Francisco realizou neste domingo (23/03) sua primeira reunião pública após receber alta dos médicos do Hospital Agostino Gemelli , em Roma, onde houve internações durante cinco semanas, devido a problemas pulmonares.

O pontífice de 88 anos foi levado ao balcão do edifício, de onde saudou uma multidão que o aguardava do lado de fora.

Em seguida, o líder da Igreja Católica foi levado ao Vaticano, onde fez a tradicional oração dominical do Angelus, na qual enfatizou seus anseios pelo “fim imediato” dos ataques israelenses sobre a Faixa de Gaza , além da retomada do diálogo para um cessar-fogo definitivo .

“Estou triste pela retomada dos intensos bombardeios israelenses sobre a Faixa de Gaza, que causaram tantas mortes e feridos”, escreveu o papa em sua oração.

Referências e ocupação militar

Em outro trecho da oração, Francisco pediu “para que as armas se calem imediatamente e que tenhamos a coragem de retomar o diálogo para que todos os reféns sejam libertados”.

“Que sejamos capazes de alcançar um cessar-fogo definitivo, que os soldados voltem às suas casas, assim como as pessoas que foram deslocadas e querem reconstruir suas vidas”, acrescentou o papa.

O pontífice avaliou a situação humanitária na Faixa de Gaza, que ele considera “novamente muito grave”, e disse que o cenário exige “o compromisso urgente das partes em conflito e da comunidade internacional”.

Neste mesmo domingo, o exército israelense lançou uma nova intervenção em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, onde obrigou parte da população a se deslocar, ao mesmo tempo em que manteve suas operações no norte do enclave.

Este foi o sexto dia de bombardeios sobre o território palestino desde o rompimento do cessar-fogo, na última terça-feira (18/03). Nesse período, foram registradas pelo Ministério da Saúde de Gaza mais de 600 mortes de civis, fazendo com que o número de vítimas oficiais provocadas pelo exército de Israel, desde o início do massacre em outubro de 2023, supere a marca dos 49 mil.

Saúde do papai

Apesar da alta médica, o Vaticano informou que “segundo a equipe médica, o quadro de saúde (do papa) ainda requer descanso absoluto e sessões de fisioterapia respiratória e motora, além de suporte diário com oxigênio e acompanhamento médico”.

O parecer dos médicos também indicou que o pontífice deve permanecer em repouso, sem realizar atividades oficiais, por pelo menos dois meses. Caso isso seja cumprido, ele ficaria impedido de participar dos eventos relacionados à Páscoa Católica, programados para meados de abril.

Com informações de ANSA e RT

Do Opera Mundi

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo