Política educacional do governo Lula resulta em avanços no ensino médio
Maior acesso às escolas em tempo integral e Pé-de-Meia possibilitam melhores condições na rede pública para jovens entre os 15 e os 17 anos
Embora o Brasil ainda apresente sérios problemas na educação, dados do Censo Escolar 2025 mostram que o país tem avançado em pontos importantes, como no caso do ensino médio, nas escolas de tempo integral e na redução do atraso escolar.
De acordo com o levantamento, feito pelo Ministério da Educação, 93,2% das pessoas de 15 a 17 anos frequentam a escola, número que vem crescendo desde 2019, quando o índice era de 89%, com leves quedas em 2023 e 2024 sobre os respectivos anos anteriores.
O número tende a cair devido a mudanças demográficas, que indicam a redução na população dessa faixa etária, correspondente ao ensino médio. De acordo com o IBGE, a projeção da população brasileira entre 15 e 17 anos era de 9,286 milhões em 2021, número que vem diminuindo progressivamente, chegando a 8,754 milhões em 2025. No mesmo ano, havia 6,333 milhões de alunos na rede pública e pouco mais de um milhão na privada.
Com relação à taxa de distorção idade-série (que indica o atraso escolar), a queda foi acentuada de 2021 até o ano passado, saindo de 25,3% para 16%.
Seguindo a mesma tendência, o país teve um salto no número de estudantes do ensino médio frequentando escolas públicas de tempo integral: o índice saiu de 16,7% para 26,8%.
O aumento na permanência dos jovens nessa faixa de idade na escola, bem como a redução no atraso escolar, já pode refletir parte dos efeitos pretendidos com o programa Pé-de-Meia, lançado em 2024 pelo governo Lula.
A iniciativa oferece incentivo financeiro-educacional e funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar dos estudantes mais vulneráveis nessa etapa de ensino. De acordo com o governo, o programa já beneficiou mais de 5,6 milhões de estudantes, com investimento de R$ 16,2 bilhões.
Para a professora baiana Arielma Galvão dos Santos, diretoria-executiva da Secretaria de Políticas Educacionais da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), o conjunto de políticas públicas educacionais que o governo Lula vem implantando, sobretudo em benefício dos jovens, representa avanços importantes que explicam esses resultados.
Arielma acredita que, apesar de recente, o programa já vem impactando na evolução dos alunos. “O Pé-de-Meia é um instrumento de política pública que está fazendo a diferença para estudantes em situação de maior vulnerabilidade social. Eu já tive alunos que não tinham dinheiro sequer para o transporte, outros tantos que chegavam à escola em jejum, sem ter comido nada. Então, esse recurso ajuda muito”.
Ela também destaca a importância de a educação pública estar conseguindo reduzir a distorção idade-série, fator que muitas vezes acaba desestimulando a continuidade dos estudos, para além das dificuldades que já resultaram nessa situação. “Os jovens têm pressa de seguir a vida, seja fazendo uma universidade ou um curso técnico profissionalizante ou se inserindo no mercado de trabalho. A correção dessa defasagem ajuda os jovens a progredirem e construírem seus caminhos”.
Para a professora, “precisamos seguir avançando ainda mais, com mais investimentos na escola pública, na formação e na valorização dos professores e professoras e demais trabalhadores e trabalhadoras da educação. Estamos no caminho certo para que o país possa oferecer uma vida cada vez melhor para seu povo, em especial, os seus jovens”.





