Todo o apoio aos/às trabalhadores/as argentinos/as que lutam e resistem à retirada de direitos!
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) se solidariza às trabalhadoras e aos trabalhadores argentinos que saem às ruas neste 11 de fevereiro contra a proposta regressiva de reforma trabalhista de Javier Milei.
O projeto, chamado de Lei de Modernização do Trabalho, impõe uma agenda de retrocessos à classe trabalhadora ao eliminar direitos consagrados na legislação trabalhista vigente. O que chamam de modernização do trabalho é, na verdade, uma tentativa de retrocesso.
A proposta flexibiliza normas, criando banco de horas e estendendo a jornada; extingue a ultratividade; retira a proteção contra acidentes e doenças; dificulta as ações judiciais contra os empregadores e fragiliza o movimento sindical, limitando a autonomia de dirigentes.
No Brasil, passamos por uma reforma de cunho semelhante em 2017, conduzida por uma extrema direita liberal e golpista, representada por Michel Temer e, posteriormente, por Jair Bolsonaro. A justificativa era a mesma apresentada por Milei: reduzir custos para criar novas vagas de emprego. O que houve, contudo, foi a manutenção das altas taxas de desemprego e a redução no rendimento médio de quem trabalha.
O povo argentino merece salários justos e condições de trabalho dignas. Todo nosso apoio à classe trabalhadora que resiste e diz não à retirada de direitos.
Basta de exploração! Fora, Milei! Viva a luta das trabalhadoras e trabalhadores argentinos!
Brasília, 10 de fevereiro de 2026
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee)





