Vitória de Lula é vitória do povo

A vitória do presidente Lula, eleito para seu quarto mandato presidencial no dia 25 de outubro de 2026, é uma vitória do povo. Em uma onda de atos que remetem à Campanha Diretas Já, mais de 15 milhões de pessoas ocuparam as ruas entre o primeiro e o segundo turno. Não apenas pela reeleição de Lula, mas em defesa da democracia, da soberania e dos direitos até aqui conquistados.

As mobilizações, iniciadas pela juventude no Rio de Janeiro, rapidamente se espalharam pelo Brasil, com forte participação popular. Na noite de 5 de outubro, assim que se confirmou o segundo turno, entidades como UNE (União Nacional dos Estudantes), Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) articularam centros acadêmicos e diretórios estudantis em todo o país.

O “Tsunami da Esperança” levou a juventude às ruas. A convocação se multiplicou por campi, periferias e redes, e encontrou eco em artistas, jornalistas, esportistas, trabalhadores e trabalhadoras que não militavam em partido algum.

Essa pluralidade foi a marca do segundo turno. Com o povo na rua, em manifestações com ou sem a presença de Lula, o país reafirmou o compromisso com a ordem democrática.

A comunicação digital, finalmente apropriada pelo campo progressista, deu capilaridade a essa mobilização. O canal “Exército do Lula”, com mais de 10 milhões de seguidores no WhatsApp, mostrou que a esquerda aprendeu a disputar o território que antes lhe era hostil. Capitaneados pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), os militantes se organizaram, informaram e mobilizaram a população em defesa da democracia.

Ganhar a eleição é uma conquista. Mas não pode ser um ponto de chegada. A mobilização que derrotou um projeto autoritário e imperialista precisa continuar viva, sob pena de a aliança pró-democracia se dissolver nas disputas menores do dia a dia.

O quarto mandato de Lula só será o que promete ser se o povo continuar a ordenar. Isso quer dizer manter pressão social para que as prioridades populares — fome, educação pública, saúde, emprego, moradia — não sejam capturadas pela lógica de sempre. Quer dizer, também, não deixar que o arrefecimento das ruas abra espaço para que os derrotados nas urnas reorganizem suas bases e retomem a iniciativa política.

A democracia brasileira sobreviveu porque o povo foi às ruas. Que não recue dos espaços conquistados!

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