Centrais firmam com Fiesp pacto por desenvolvimento com emprego e renda

A CTB participou nesta quinta-feira (26) de um café da manhã com representantes das centrais sindicais e da Federação de Indústrias do Estado de SP (Fiesp).

O encontro, realizado em São Paulo, foi resultado da primeira reunião do Fórum das Centrais, realizada na última sexta-feira (20), que definiu a necessidade de chamar o setor empresarial para a criação de um Pacto pelo Desenvolvimento, Geração de Emprego e Distribuição de Renda.

Participaram do encontro diretores e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf; Pascoal Carneiro, secretário-geral da CTB, e os presidentes das centrais CGTB, Força Sindical, NCST e UGT.

Fomento à indústria nacional

Durante a reunião, os sindicalistas discutiram com os representantes do setor patronal medidas para combater a desindustrialização e um calendário de mobilizações por mudanças na política econômica. “Nossa intenção é nos mobilizarmos para evitar o desemprego que será causado pela desindustrialização”, destacou Pascoal Carneiro.

Nesse sentido, ficou definida a realização de uma grande manifestação, até meados de abril, que deve reunir milhares de trabalhadores na Avenida Paulista, centro financeiro da cidade, contra a política de juros econômica do governo. Como também a organização de uma caravana formada por sindicalistas, que devem ir a Brasília para dialogar com a presidenta Dilma, ministros e congresso nacional, sobre a importância da adoção de uma política de juros que priorize a geração de empregos e o fomento à indústria nacional.

Retomada do desenvolvimento

“Estamos nos unindo pela retomada do desenvolvimento, com geração de emprego e distribuição de renda. Estamos preocupados com os postos de empregos na indústria nacional que estão sendo fechados. É preciso que se faça algo nesse sentido. Com essa política macroeconômica vai ser difícil conseguir mudar esse cenário”, destacou Pascoal Carneiro.

A preocupação dos sindicalistas faz sentido. Números demonstram que o Brasil fechou o ano de 2011 com um saldo de empregos bem abaixo das primeiras projeções do governo, que eram de 3 milhões de novos postos de trabalho. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), foram criados 1,94 milhão de postos de trabalho no ano passado, resultado 23% menor do que em 2010.

Só em novembro, o IBGE registrou queda de 0,1% sobre o mês anterior no emprego industrial. O pior resultado foi apurado em São Paulo, que registrou forte queda de 3,7% entre outubro e novembro – 15 dos 18 setores pesquisados pelo IBGE registraram corte de pessoal. De janeiro a novembro, a indústria aumentou a produção em apenas 0,4%, de acordo com o IBGE.

Grupo de trabalho

Outro grande avanço da reunião foi a criação de um grupo com indicação de técnicos das Centrais e da Fiesp, para a construção um plano de crescimento econômico com juros baixos, geração de emprego e distribuição de renda. O grupo já deve começar a se reunir a partir da próxima semana. “A reunião foi positiva. Definimos a criação de um GT, no qual construiremos, além de um planejamento estratégico, ações de mobilização que chamem a atenção para a questão da atual política econômica”, destacou Pascoal Carneiro.

No próximo dia 06 de fevereiro, os dois setores voltam a se reunir em um almoço de trabalho. “Já temos confirmada a presença do setor da indústria, do comércio e convidaremos também o setor da agricultura, para que este também possa contribuir com o grupo. O objetivo unificarmos as propostas e as agendas pela retomada do desenvolvimento. Queremos inserir nessa pauta as propostas contidas na Agenda dos Trabalhadores. Até porque as questões colocadas são de interesse de todos os envolvidos”, concluiu o secretário-geral da CTB.

Fonte: Portal CTB

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