Fepesp: Ensino Superior – Negociação não avança, assembleia decisiva na próxima quarta!

Patronal só diz ‘não’, assembleia deve forçar saída do impasse

O patronal disse ‘não’, novamente, à reivindicação de reposição das perdas inflacionárias em salários de professores e pessoal administrativo no Ensino Superior na sessão de negociação desta quarta, dia 10/08, na campanha salarial 2022.

“Eles mantem o impasse nesta negociação”, resume Celso Napolitano, coordenador da comissão de negociação dos sindicatos integrantes da Fepesp. “Recusam reajuste, recusam discutir as novas condições de trabalho criadas pela ampliação do ensino a distância, recusam mediação. Não dá para ficar desse jeito”, diz.

Essa será a questão posta na assembleia marcada para a próxima quarta-feira, dia 17, às 17 horas de forma simultânea em todo o Estado. A assembleia será realizada com a falta abonada de professores e de auxiliares – as escolas já foram avisadas. Essa é uma condição garantida pela convenção coletiva da categoria. A falta abonada vale pelo dia todo, ou seja, professores e auxiliares poderão paralisar seu trabalho para participar da assembleia.

A mobilização de todos é necessária para tirar o patronal de seu imobilismo. A nossa baliza, deliberada pelas assembleias de 15 de junho, é a reposição da inflação, e as mantenedoras insistem em achatar os salários ao recusar a reposição do desgaste causado pela alta nos preços.

Poder econômico – Está claro que eles estão tentando asfixiar o nosso lado, jogando com o seu poder econômico. Temos que procurar meios de resolver esse impasse. Por isso é muito importante a participação de todos na assembleia da próxima semana.

Todos os sindicatos irão realizar sua assembleia simultaneamente, às 17 horas da quarta-feira, dia 17. Veja no seu sindicato o link para se inscrever e participar da assembleia. Avise seus colegas que a falta no dia 17 será abonada, que você participa da assembleia mesmo sem dar aula e é pago por isso. E lembre-se: queremos apenas o que é justo!

03/08/22 – Na primeira rodada de negociações da campanha salarial do Ensino Superior, realizada nesta quarta-feira (03/08) depois das férias coletivas de professores e a volta às aulas, os representantes das mantenedoras do ensino superior privado nada ofereceram.

Em resposta à consulta formal, via ofício, da comissão de negociação coordenada pela Fepesp, a representação patronal apenas respondeu que deseja se manter em negociação – mas sem nada apresentar como proposta ou como resposta às reivindicações dos trabalhadores.

Professores e pessoal administrativo deliberaram em assembleia a necessidade de reposição das perdas provocadas pela inflação – 10,57% nos 12 meses até a data base da categoria, 1º de março, e as novas condições de trabalho criadas com a expansão do ensino remoto.

“O patronal finge que negocia, procrastina indevidamente e com isso joga a negociação em um impasse”, diz Celso Napolitano, coordenador da comissão de negociação dos trabalhadores. “Não querem repor a defasagem salarial, se recusam a discutir o trabalho de professores nas disciplinas ministradas a distância, em cursos presenciais, e recusam a possibilidade de mediação como forma de superar o conflito. Nossa paciência está no limite”.

A Federação dos Professores do Estado de São Paulo formalizou oficialmente o Semesp (sindicato patronal que reúne as mantenedoras do ensino superior privado no Estado de São Paulo), reafirmando as reivindicações das categorias, deliberadas unanimemente nas assembleias do último dia 15 de junho: reposição da inflação na base e na massa dos salários e negociar cláusulas que atendam as novas relações do trabalho docente, advindas do incremento do ensino a distância nos cursos presenciais.

O encaminhamento desse ofício, com a reafirmação das reivindicações já apresentadas, fez-se necessária, em função do ocorrido na reunião do último dia 13 de julho, quando foi discutida uma proposta de outra Federação participante das negociações, mas que não atende às premissas deliberadas pelas assembleias.

Aqui: o oficio da Fepesp ao patronal intransigente (em PDF)

Qual é, afinal, a posição das mantenedoras das instituições de ensino superior privado sobre a defasagem salarial das professoras, professores e auxiliares de administração escolar e como a representação patronal responde às condições dessa nova realidade pedagógica?

Desde que a pandemia causada pelo coronavírus – COVID 19, impôs restrições ao ensino presencial, a aplicação de práticas de ensino a distância e suas variantes – ensino hibrido, ensalamento, salas virtuais com estudantes de campi, períodos e até cursos distintos – cresceram exponencialmente.

O abuso na utilização de aulas gravadas desrespeita direitos de imagem, conteúdo e liberdade de cátedra dos e das docentes, entre outras questões.

Mesmo depois de onze rodadas de negociação, a representação patronal recusa-se a discutir essas reivindicações e insistem em propostas salariais humilhantes que cristalizam a defasagem salarial em relação ao recrudescimento inflacionário.

O ofício que a Fepesp e Sindicatos encaminharam, formaliza e consolida o firme posicionamento das educadoras e dos educadores do ensino superior privado, caracteriza o impasse nas negociações e oferece a possibilidade de solução desse conflito, ainda de forma pacífica, com o recurso à arbitragem ou mediação previstos na legislação.

Temos condições de defender nossas reivindicações, apresentando sólidos e insofismáveis argumentos nessas instâncias, perante árbitros ou mediadores. O Impasse permanecerá apenas se os representantes das Mantenedoras demonstrarem total insensibilidade ou confessarem a ausência de argumentos que justifiquem sua intransigência.

Nova rodada de negociação está marcada para o dia 3 de agosto, quando os representantes das mantenedoras haverão de se pronunciar frente à nossa demanda.

Apresentamos a alternativa pacífica, ao mesmo tempo que nos preparamos para o confronto.

Da Fepesp

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