Fepesp: Kroton se reorganiza, de olho na Educação Básica

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A gigante na educação privada no país – a Kroton, com mais de 1 milhão e 200 mil estudantes presenciais, 819 mil na educação a distância e outros 290 mil escolares na educação básica – quer abocanhar ainda mais no ‘mercado’ da educação.

Nesta segunda-feira, 07/10, a Kroton anunciou a criação de uma holding com quatro subsidiárias, cada uma focando em fatias diferentes do mercado da educação no país.

Depois de surfar no crescimento no financiamento de estudantes universitários pelo ProUni/Fies, o alvo da holding criada nesta terça-feira, 07/10, é o ensino básico, com EaD, padronização de materiais didáticos e fornecimento de mão de obra – professores – a outras escolas particulares no ensino médio.

Com a nova estrutura, o grupo passa a se chamar Cogna Educação. O nome Kroton será mantido na divisão ensino superior. A empresa separou sua operação em negócios próprios e serviços educacionais para terceiros. A unidade de prestação de serviços para outras faculdades agora chama-se Platos e a que atende outras escolas de educação básica será Vasta/Somos. A subsidiária de colégios próprios será a Saber.

O jornal Valor Econômico descreve assim a nova organização: “Uma das frentes de atuação da Platos é a oferta de serviços em ensino a distância, segmento em que a Kroton é líder. Questionado se essa operação não vai canibalizar o próprio negócio da companhia, Paulo de Tarso, presidente dessa divisão, disse que os contratos estão sendo analisados caso a caso e que, provavelmente, a oferta de prestação de serviços de EAD será feita para instituições de ensino com tíquete superior ao da Kroton ou apenas uma parte dos serviços será disponibilizada”.

Na avaliação de analistas na revista Veja, uma das principais apostas será a educação à distância. “Nós temos muito espaço para crescer em todos os segmentos que a companhia opera”, disse a investidores Rodrigo Galindo, presidente da nova holding Cogna, acrescentando que o grupo possui participação de apenas 3,9% no mercado educacional do país, avaliado em 174 bilhões de reais.

Mercantilização do ensino superior – A Kroton tomou a dianteira na mercantilização do ensino superior privado. A precarização do ensino foi o resultado desse processo. O modelo mercantil agora vai ser aplicado ao ensino médio e vai requerer toda a atenção de professoras, professores e auxiliares de administração escolar junto aos seus sindicatos, para se defender ensino de qualidade e respeito aos professores nessa máquina de ensinar.

O que é a Gogna:

Da Fepesp

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