Pela Amazônia, pela vida, pelos povos indígenas e pelo Brasil!

Uma série de atos pelo indigenista Bruno Pereira e pelo jornalista britânico Dom Phillips está sendo realizada nesta quarta-feira (15) em diversas cidades brasileiras. Atos que são por Bruno e Dom, mas também, e sobretudo, pela Amazônia, pela vida, pelos povos indígenas e pelo Brasil.

Porque antes de desaparecerem o indigenista e o jornalista, desapareceram indígenas, aldeias inteiras.

Desapareceram corpos de bebês ianomâmis mortos pela pandemia.

Desapareceram animais, árvores nativas, pedaços imensos de floresta.

Desapareceram terras de povos originários, invadidas e tomadas por grileiros e garimpeiros.

Desapareceram vastas porções de relevo e de paisagens naturais, transformadas em feridas abertas e fraturas expostas à força de dinamite.

Desapareceram fauna aquática e a própria água pura de rios, contaminados pelo mercúrio do garimpo.

Desapareceram comunidades ribeirinhas que dependiam dessa água para sobreviver.

Desapareceram guerrilheiros executados na mata por militares.

Desapareceram Gabriel Pimenta, Chico Mendes e Dorothy Stang, porque assassinar alguém é uma tentativa de fazê-lo — e a seus ideais — desaparecer.

Desapareceram casas e famílias soterradas em enchentes de água e/ou de lama causadas por perturbações climáticas e por crimes ambientais.

Desapareceu a vida de milhões de brasileiros sob Bolsonaro e o próprio Brasil corre o risco de desaparecer.

A reafirmação da existência e da luta é necessária e urgente. Na floresta e no cerrado. Na caatinga e nos pampas. No campo e na cidade. No sindicato e na escola. Nas ruas e nas urnas. Pela Amazônia, pela vida, pelos povos indígenas e pelo Brasil! Por nós! Para que não desapareçamos.

Brasília, 15 de junho de 2022.

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino — Contee

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