“O povo tem direito de saber a verdade”, diz Lula sobre escândalo do Master
Em vídeo, presidente cobra firmeza e transparência do STF e da PGR nas apurações do Banco Master e defende reformas profundas nos sistemas político e judiciário
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou uma investigação “sem blindagem de ninguém” sobre o escândalo do Banco Master e defendeu reformas profundas nos sistemas político e judiciário.
Em vídeo distribuído à imprensa nesta quinta-feira (3), Lula pediu firmeza e transparência das instituições para assegurar a confiança pública nas apurações.
“O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios”, disse Lula.
Lula ressalta as conexões de Vorcaro e que foi em seu governo que o banqueiro foi preso. “O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado,” disse o presidente.
O presidente também afirmou haver suspeitas de envolvimento de políticos e agentes públicos. Para Lula, a gravidade do caso exige que o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) assegurem a integridade das investigações, sem viés políticos dos envolvidos ou vazamentos seletivos.
“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos”, declarou. “Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.”
Lula defendeu que autoridades públicas coloquem o compromisso com a sociedade acima de interesses individuais. Segundo ele, a firmeza e a transparência são condições para que as instituições sejam respeitadas.
O presidente afirmou: “Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações”.
Lula defendeu reformas profundas dos sistemas político e judiciário no Brasil. “A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas”, disse o presidente.
Ele também não se eximiu da sua responsabilidade de exigir transparência nas investigações: “Como presidente da República, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira.”
Ao final, o presidente reiterou que a apuração deve alcançar todos os envolvidos. “É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.”
Por Lucas Toht





