Lula diz que educação cabe na conta e Faria Lima não conhece a palavra inclusão

Presidente contrapõe custo do presídio ao da universidade, cita superávit e diz que ninguém tem autoridade para cobrar responsabilidade fiscal dele

O presidente Lula afirmou que o investimento em educação “cabe na conta” e criticou os setores financeiros: “A Faria Lima só chora. A Faria Lima não conhece a palavra social. A Faria Lima não conhece a palavra inclusão. A única inclusão que ela conhece é a taxa de juro para ele receber dinheiro que eu poderia estar gastando na educação.”

Defendendo que a escola evita a criminalidade, Lula pontuou os custos: “Um preso num presídio de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano. Um estudante para fazer engenharia espacial na UFABC custa só R$ 20 mil. Um preso na polícia comum de São Paulo custa R$ 35 mil por ano. Um estudante no Instituto Federal custa só R$ 16 mil.” A conclusão é simples: “Fica muito mais barato evitar que virem bandido do que fazer cadeia depois.” Para ele, “investimento em educação é investimento. Gasto é cadeia. Educação é investimento.”

Lula afirmou que quer criar oportunidades iguais entre os brasileiros. “Eu quero que o filho da empregada doméstica, do pedreiro, do coveiro tenha o mesmo direito de fazer um curso universitário” e ironizou reações contrárias. “As pessoas habituaram a achar que pobre não gosta de coisa boa. Pobre adora coisa boa” .

Citando o controle de contas que obteve nas gestões que esteve à frente do governo, Lula relembrou que nos primeiros mandatos foi o único presidente entre as maiores nações do mundo que fez superávit e que tirou o Brasil do buraco fiscal deixado por Bolsonaro e termina o atual mandato dentro do equilíbrio fiscal: “Ninguém neste país tem autoridade para falar de responsabilidade fiscal comigo. Não tem.”

Segurança Publica

No encerramento da entrevista ao SBT Brasil, o presidente Lula afirmou que a União “não tem nenhum papel na segurança pública, a não ser o fundo” e que o governo tem buscado mudar esta ordem institucional desde o momento em que enviou emenda constitucional “que deverá ser votada logo depois das eleições” para definir as atribuições de cada ente da federação.

O conjunto de ações na área de segurança prevê “uma Guarda Nacional com muita competência”, além de reforçar investimentos para “combater o crime organizado da esquina ao andar de cima”. O presidente advertiu ainda que o crime organizado “comanda o crime no Brasil [a partir] de 138 cadeias. Nós vamos transformar essas 138 cadeias em prisão de segurança máxima.”

Por Davi Dmolir

Fonte
Vermelho

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