Assembleias em SP votam estado de greve, respeitam proposta do TRT e encostam patronal na parede

Professoras, professores e pessoal administrativo do ensino superior privado do estado de São Paulo realizaram  assembleias ontem (31) e decidiram por ampla maioria aceitar a proposta do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de suspender temporariamente a greve marcada para o dia 5, desde que as mantenedoras apresentem um acordo satisfatório com os sindicatos integrantes e a Fepesp.

A decisão foi a mesma nas assembleias realizadas de forma simultânea em todo o estado. Estado de greve quer dizer que os trabalhadores e trabalhadoras se mantêm alertas e mobilizados. E que seguem exigindo acordo justo, com reposição da defasagem provocada nos salários pela inflação, e discussão das novas condições de trabalho geradas pela expansão desenfreada do ensino remoto.

A categoria também defende a data base de 1º de março e todas as cláusulas já conquistadas em convenção coletiva de trabalho em campanhas salariais anteriores.

Histórico do dissídio de greve

Em audiência de conciliação de greve promovida pelo TRT na sexta-feira (26), o juiz Gabriel Lopes Coutinho Filho propôs o que chamou de uma ‘cláusula de paz’, com a suspensão temporária da greve. O juiz ainda marcou o dia 15 de setembro para a volta ao Tribunal. Não havendo acordo aprovado por assembleias, o dissídio pode ir a julgamento.

A proposta do Juiz Coutinho Filho: em busca de acordo, com indicativo de reajuste para orientar eventual julgamento do dissídio de greve iniciado pela Fepesp e sindicatos integrantes

As assembleias acataram a proposta e votaram a manutenção do estado de greve.

Dois encontros com o patronal foram marcados para os dias 6 e 12 de setembro. Qualquer proposta que surgir nesses encontros será submetida à apreciação de nova assembleia de docentes e pessoal administrativo.

Com informações da Fepesp

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