Movimentos definem iniciativas anti-Trump e em defesa da Venezuela

Em plenária virtual, organizações e entidades populares traçam ações em defesa da soberania e contra a intervenção dos EUA na América Latina

Movimentos populares debateram em plenária virtual, neste sábado (17), a defesa da soberania de países da América Latina ameaçados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No centro da discussão está o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama Cília Flores, pelos EUA.

Ao passar da barreira das ameaças para uma ação concreta, que incluiu a morte de militares cubanos que atuavam na defesa de Maduro, Trump mostrou que seu plano imperialista, entendido como nova Doutrina Monroe, está a todo vapor, o que demanda combate intransigente por parte das forças populares dos países ameaçados.

Participaram representantes de partidos políticos, como PCdoB, PT, Psol; das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo; de organizações de trabalhadores como CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto); da UNE (União Nacional dos Estudantes); do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé; entre outros.

As entidades e organizações definiram a necessidade de uma campanha de médio e longo prazo, no Brasil e no mundo, para aprofundar a luta de classes ao passo em que se combate o imperialismo dos Estados Unidos, encabeçado por Trump. O entendimento é que os EUA tentarão influenciar as eleições presidenciais brasileiras em 2026, o que demanda atenção e ações de enfrentamento para impedir qualquer tentativa de interferência à soberania nacional.

Os participantes da plenária entendem que a tarefa principal, que une os temas, é a defesa incondicional da Venezuela e da soberania latino-americana.

Isso passa pela disputa dentro do campo comunicacional. Para alcançar tal feito, será necessária a divulgação de materiais em defesa e em solidariedade à Venezuela, incluindo pedidos de liberdade para o presidente Nicolás Maduro e Cília Flores, bem como uma atuação contundente no combate às fake news.

Os atos de solidariedade se estendem aos militares cubanos mortos durante o sequestro de Maduro pelos EUA. Outra frente deverá envolver a denúncia jurídica internacional contra o sequestro promovido pela Casa Branca.

De forma complementar, a iniciativa em defesa da soberania venezuelana envolve um abaixo-assinado (acesse aqui) em que se denuncia a intervenção de Trump na América Latina.

Para dar conta desses desafios, a UNE e outras entidades mobilizarão comitês de solidariedade nos municípios e em nível estadual, assim como as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo têm o papel de organizar comitês nacionais.

Nesse sentido, o calendário de mobilização internacional, já em andamento, deverá ser reforçado pelos movimentos. Isso inclui plenárias estaduais entre 19 e 23 de janeiro; o Dia Global de Conscientização Anti-Trump em 20 de janeiro; o dia de luta nas ruas pela “Liberdade de Maduro e Cília, já! Fora Trump, somos Zona de Paz!” em 28 de janeiro; e o “Dia mundial de mobilizações pela libertação de Maduro e Cília” em 3 de fevereiro e em todos os dias 3 dos meses seguintes (Maduro foi sequestrado em 3 de janeiro).

Fonte
Vermelho

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