Irã acusa Trump de ‘terrorismo econômico’ após ofensiva comercial
Chanceler Araghchi afirmou que medida é manobra para 'desviar atenção' da crise norte-americana; petróleo Brent chegou a US$ 94 devido às ameaças do presidente dos EUA
O Irã reagiu duramente ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de uma suposta “operação econômica ainda mais devastadora” contra o país persa.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, descreveu, nesta quinta-feira (20/08), o chamado “Dia D econômico” como uma manobra para desviar a atenção da crise que, segundo ele, os EUA estão atravessando, marcada por dívidas sem precedentes e custos de juros crescentes.
“Insistir em políticas fracassadas só trará mais derrotas e a inimizade do povo iraniano”, alertou Araghchi. Ele também denunciou o “terrorismo econômico” dos EUA como uma ameaça não apenas ao Irã, mas também à economia global e à soberania de outros países.
Trump anunciou na quarta-feira (19/08) uma nova ofensiva econômica contra Teerã, após afirmar que o Irã não aproveitou as oportunidades oferecidas para chegar a um acordo. O presidente prometeu uma “guerra econômica” e um “isolamento sem precedentes”, além de emitir um alerta a países terceiros.
Além disso, o presidente dos EUA afirmou que qualquer nação cujas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ajudem o Irã a burlar as sanções enfrentará “enormes consequências econômicas”.
“Contrabando de petróleo, linhas de troca, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA”, escreveu Trump no Truth Social. “Vocês sabem quem são”.
Após as ameaças do chefe da Casa Branca, os preços do petróleo subiram mais de 2%. O petróleo bruto global subiu para quase US$ 94 o barril nesta quinta-feira, sendo seu nível mais alto desde o final de julho. Os contratos futuros do WTI, a referência dos EUA, subiram 2,5%, para US$ 86.
As tensões aumentaram esta semana depois que o prazo para Washington e Teerã negociarem um acordo de paz expirou formalmente na segunda-feira (17/08).




